O garoto que eu achei um gato também tinha estilo e sabia muito bem mexer com armas.
Ele pegou a chave no canto onde as armas ficavam e depois pegou alguns revólveres, uns três.
Colocou também algumas balas dentro antes checando bem. Ainda bem que aquelas eram as normais, para humanos ou só para machucar um vampiro.
Seguiu em minha direção, me soltou e colocou dois revólveres nos bolsos. Um em cada.
- Toma, esse fica com você. Consegue andar?
Não conseguia o responder, nem sentia a minha garganta, quem diria as pernas.
- Afinal, para que as armas?
Um fio de voz saiu enquanto eu tentava me levantar e de repente quase cai, desequilibrada, mas ele me segurou antes.
- Obrigada.
Fiquei de pé ainda me apoiando no ombro do lindo e maravilhoso herói e salvador da pátria... que eu ainda não sabia o nome.
- Eu vou levar essas armas caso os seus sequestradores tentem tirá-la de mim.Vou te levar a um local seguro.
Que... adorável. A muito tempo alguém não era adorável comigo.
E eu precisava de sangue, e eu estava muito perto dele...
- Onde seria seguro para mim?
Nós já estávamos fechando a caverna e o tempo ficando turvo, deveriam ser umas seis da tarde.
- Minha casa.
Com isso eu tinha que concordar. Muitos seguranças, cães raivosos. Fora difícil só chegar em seu quarto para ver o nome da escola.
Chegando lá, ele tentou me esconder do pai. Me deixou sentada na escada da varanda e seguiu para a sala, enganar o pai para poder me levar ao seu quarto.
Deitei na sua cama macia e ele levou um prato com alguma comida de humano.
- Não, obrigada.
Disse meio que magoada. Eu precisava comer, mas não isso.
- Você precisa comer.
Fiquei desconfiada. Bondade demais para uma pessoa que faz festinhas todas as noites e que é popular.
Esse tipo de pessoa não é assim.
- O que você quer comigo, hein?
Ele murchou.
Sentei e cruzei os braços. Ele largou o prato na mesa de cabeçeira e se sentou na beira da cama.
- Eu te vi na escola. Não sou o que os outros pensam. Eu só quero te ajudar.
- Nada em troca? Não estou em situações de dar algo em troca. Sem grana, sem forças e sem humor e gratidão.
Ele riu. Seu riso era intenso e sufocante. Lindo, perfeito.
- Não quero nada em troca. Mas eu preciso saber o seu nome, não?
- Mirella.
- Prazer, Lucca.
Fiquei em silêncio. Quando tentei fechar meus olhos para dormir, ele resolveu criar mais um assunto.
- Então... vamos estudar na mesma escola, né. É de qual ano?
- Primeiro ano, não sou muito de estudar, repeti.
Ele riu.
- Ok, então... durma bem depois resolvemos o negócio com a sua família, a tranquilizamos.
Ri internamente. Quando acordasse resolveria alguma maneira de fugir dali sem ter que falar com ele nada sobre isso.
Pensei no garoto. Quase que rezei para que ele não morresse. Na certeza de que minha recém transformada o encontrasse e ajudasse.
Um dia eles teriam que aprender a se virar sozinhos. Não dá para depender sempre de mim.
Vampirinha estranha, garoto estranho... Esses dois combinam bastante rsrsrsrs
ResponderExcluirAinda quero saber pq q ela nao tem um clã, acompanhando...
planetavx.blogspot.com
ela é uma vampira um pouco perdida. as vezes ela até parece que não quer aceitar ainda q é uma vampira...
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