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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vampire Bites - Capítulo 11

    Eu ainda estou pensando seriamente no assunto de se realmente é melhor eu ir lá amanhã e encontrar aqueles vampiros que nem conheço, não sei nada sobre clã e coisas do tipo e também não sei se realmente é melhor ter um ou não. Não tenho ninguém para me dizer isso, não conheço nenhum vampiro a muito tempo para dizer se são confiáveis, na verdade nem sei se eu mesma sou confiável, já que nunca pensei que pudesse atacar um humano e acabei perdendo o controle de toda a situação.
    Hoje quando voltei para o colégio depois daquela floresta, todos os alunos começaram a me olhar estranho, e eu até entendo já que saí feito louca correndo da sala de aula, e minha amiga Julie ficou me fazendo perguntas até eu ficar super irritada, bater na mesa e mandar ela calar a boca, todos do refeitório pararam para olhar para minha cara e da minha amiga. A Julie saiu de lá brava comigo, agora sei que vai ser difícil ela querer voltar a falar comigo de novo, uma das coisas que ela mais odeia é que mandem ela calar a boca, ainda mais vindo da melhor amiga dela. Tentei ligar para casa dela a tarde toda mas o irmão dela dizia que ela não estava em casa, mas eu sei que ela não estava afim de falar comigo.
    Ouço uma batida forte vindo da porta da entrada e eu levo um susto. Estou sozinha em casa com a minha irmã e não gosto dela atendendo a porta, mas não adianta eu falar ela nunca me escuta, quando estou no meio da escada a Hillary já está abrindo a porta. A voz que vem da entrada é de um homem que não conheço, e não sei o que faz batendo na porta da casa de alguém as dez e meia da noite.
    Chego rápido na porta da entrada e empurro minha irmã para dentro, o cara que está na porta é bem forte e eu na frente dele devo parecer uma formiguinha.
    - O que você quer a essa hora, cara? - pergunto olhando para cima tentando encontrar seus olhos e parece que estou olhando para um prédio de cinco andares.
    - Tenho ordens de levar você comigo. - ele diz agarrando meu braço e me puxando para fora.
    Tento puxar meu braço mas não adianta, o homem é bem mais forte, mesmo usando minha força vampírica. Não sei o que esse homem é, mas se fosse vampiro eu já saberia, e se fosse humano também, mas esse homem não é nem um nem outro e esse desconhecido me arrepia.
    - Me solta! Não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.
    A Hillary aparece na porta assustada por esse homem estar tentando me tirar de casa a força e tenta me puxar dos braços do homem, mas não adianta nada.
    - Hei, deixa minha irmã em paz, nós não te conhecemos e não fizemos nada. Nosso pai é policial e ele não vai gostar de saber disso. - a Hillary diz encarando o cara mas sem soltar o meu braço.
    Esse negócio da minha irmã falar do nosso pai ser policial é até verdade, mas seria bem difícil ele chegar a tempo para fazer algo, já que ele está do outro lado do mundo.
    - Não tenho medo de humanos - o homem diz, ele tem uma voz de trovão que me dá medo.
    O cara estranho se aproxima da minha irmã e encosta um pano no nariz dela, tento impedir a todo custo, mas quando olho, minha irmã já está caída no chão.
    - Hillary! Hillary acorda! - tento gritar mas o homem já está me arrastando para dentro de um carro Lamborghini Aventador preto.
    Ele me joga no banco traseiro do carro e a tranca. Fico batendo na janela e gritando para ver se alguém me ajuda, mas parece que não há mais tempo de ser ajudada.
    - O que você fez com a minha irmã seu brutamonte?!
    Um outro cara que não tinha reparado no banco carona, se vira para mim, ele também é grande, mas é careca e tem uma tatuagem no pescoço Ele me responde com um risinho estranho:
    - Não precisa se preocupar, sua irmã vai acordar daqui a alguma horas e não vai se lembrar de nada que aconteceu depois que ela atendeu a porta. Esse soro é tão incrível.
    Tenho vontade de socar a cara dele e tirar esse risinho idiota do seu rosto feio. Ainda estou preocupada com a minha irmã, a porta não está trancada e ela está caída no chão, qualquer um pode entrar lá em casa e fazer o que bem quiser com ela, inclusive algum vampiro espertinho querer beber seu sangue, espero que não tenha nenhum deles que vivendo pelas regiões perto da minha casa. Minha mãe só chega em casa lá pela manhã pois está de plantão no hospital, então realmente a Hillary está desprotegida.
    - Para onde estão me levando hem? Para algum tipo de ritual macabro ou coisa do tipo? - digo cruzando os braços e me encostando no banco - Eu não estou afim de participar de nada assim. E quem é esse cara que mandou me levarem? Estou preocupada com a minha irmã, será que não dá para voltar e só trancar a porta? Hei, algum de vocês está me ouvindo!
    O cara careca se vira para mim de novo e diz estreitando os olhos vermelhos que só agora pude reparar:
    - Será que dá para você calar essa sua boca. Em breve você vai saber onde estamos indo.
    Esse negócio de calar a boca me lembra que estou de mal com a Julie, mas não me permito lembrar disso agora, tenho que saber para que lugar estou indo e que tipo de pessoas eu vou lidar daqui a pouco, mas tenho certeza de que são mais fortes que os vampiros e sinto que é algum tipo de poder maior.


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