E enquanto eu ia acordando devagar, ia me lembrando do dia em que fui transformada...
Tobias conversando comigo meia hora antes de acontecer o fato que me fez ter uma segunda vida.
Seus olhos azuis fascinantes e nada misteriosos, totalmente aberto e super carismático.
Não éramos populares, nem mesmo um pouco conversativos, mas éramos bonitos, não posso mentir.
Tínhamos aquela beleza escondida, que só percebem, mas deixam passar.
- E ai? Vai fazer o que pra tirar notas altas?
Tobias me tirou dos meus pensamentos sobre como somos lindos.
Ri ao perceber isso.
- Nada. Vou repetir mesmo. Que se dane.
- Ai, ai, Mirella, você não tem jeito.
- Não tenho mesmo, e estou feliz assim.
- Ah, é? Eu já estou indo para o terceiro ano e você continua no primeiro.
- É a vida...
Gargalhei.
Nos despedimos, saímos da lanchonete e seguimos caminhos diferentes. Eu fui em frente e parei no ponto de ônibus, ele seguiu para a direita.
Fiquei lembrando de seu rosto e de repente acordo assustada.
Ah, não, não, não, não, não! Meu melhor amigo se tornou o caçador! Como não reconheci o rosto? As feições, o jeito dele?
Olho para o lado e vejo que Lucca dormia suavemente.
O que fez Tobias se tornar uma coisa desse tipo?
Olhei para frente, um computador ligado. Sai da cama e vi as horas. Quatro e pouco da madrugada.
Tinha que sair de lá, encontrar Tobias e fazer ele parar com essa loucura.
Mas antes, precisava me alimentar.
Olhei para trás. Lucca estava sem camisa, de shorts, dormindo tranquilo. Não sentiria nada.
Mas não podia matá-lo, não podia... Eu só iria dar uma mordidinha...
Ele se mexeu e tornou tudo mais difícil. Eu tentei esquivar-me e seguir seu pescoço, mas ai eu percebi que ele já estava ficando fraco e parei. Imediatamente.
Quando me vi, estava na floresta e já tinha matado uns três cervos.
Ainda bem que sai de lá antes dele ter acordado ou de eu tê-lo matado.
Eu precisava ir ao encontro de muitas pessoas, mas preferi só ir pedir esclarecimentos para Tobias.
Como ele pode virar-se tão contra mim?
Eu não podia dizer isso, afinal, ele nem sabia que eu era vampira, até agora.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 11
Eu ainda estou pensando seriamente no assunto de se realmente é melhor eu ir lá amanhã e encontrar aqueles vampiros que nem conheço, não sei nada sobre clã e coisas do tipo e também não sei se realmente é melhor ter um ou não. Não tenho ninguém para me dizer isso, não conheço nenhum vampiro a muito tempo para dizer se são confiáveis, na verdade nem sei se eu mesma sou confiável, já que nunca pensei que pudesse atacar um humano e acabei perdendo o controle de toda a situação.
Hoje quando voltei para o colégio depois daquela floresta, todos os alunos começaram a me olhar estranho, e eu até entendo já que saí feito louca correndo da sala de aula, e minha amiga Julie ficou me fazendo perguntas até eu ficar super irritada, bater na mesa e mandar ela calar a boca, todos do refeitório pararam para olhar para minha cara e da minha amiga. A Julie saiu de lá brava comigo, agora sei que vai ser difícil ela querer voltar a falar comigo de novo, uma das coisas que ela mais odeia é que mandem ela calar a boca, ainda mais vindo da melhor amiga dela. Tentei ligar para casa dela a tarde toda mas o irmão dela dizia que ela não estava em casa, mas eu sei que ela não estava afim de falar comigo.
Ouço uma batida forte vindo da porta da entrada e eu levo um susto. Estou sozinha em casa com a minha irmã e não gosto dela atendendo a porta, mas não adianta eu falar ela nunca me escuta, quando estou no meio da escada a Hillary já está abrindo a porta. A voz que vem da entrada é de um homem que não conheço, e não sei o que faz batendo na porta da casa de alguém as dez e meia da noite.
Chego rápido na porta da entrada e empurro minha irmã para dentro, o cara que está na porta é bem forte e eu na frente dele devo parecer uma formiguinha.
- O que você quer a essa hora, cara? - pergunto olhando para cima tentando encontrar seus olhos e parece que estou olhando para um prédio de cinco andares.
- Tenho ordens de levar você comigo. - ele diz agarrando meu braço e me puxando para fora.
Tento puxar meu braço mas não adianta, o homem é bem mais forte, mesmo usando minha força vampírica. Não sei o que esse homem é, mas se fosse vampiro eu já saberia, e se fosse humano também, mas esse homem não é nem um nem outro e esse desconhecido me arrepia.
- Me solta! Não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.
A Hillary aparece na porta assustada por esse homem estar tentando me tirar de casa a força e tenta me puxar dos braços do homem, mas não adianta nada.
- Hei, deixa minha irmã em paz, nós não te conhecemos e não fizemos nada. Nosso pai é policial e ele não vai gostar de saber disso. - a Hillary diz encarando o cara mas sem soltar o meu braço.
Esse negócio da minha irmã falar do nosso pai ser policial é até verdade, mas seria bem difícil ele chegar a tempo para fazer algo, já que ele está do outro lado do mundo.
- Não tenho medo de humanos - o homem diz, ele tem uma voz de trovão que me dá medo.
O cara estranho se aproxima da minha irmã e encosta um pano no nariz dela, tento impedir a todo custo, mas quando olho, minha irmã já está caída no chão.
- Hillary! Hillary acorda! - tento gritar mas o homem já está me arrastando para dentro de um carro Lamborghini Aventador preto.
Ele me joga no banco traseiro do carro e a tranca. Fico batendo na janela e gritando para ver se alguém me ajuda, mas parece que não há mais tempo de ser ajudada.
- O que você fez com a minha irmã seu brutamonte?!
Um outro cara que não tinha reparado no banco carona, se vira para mim, ele também é grande, mas é careca e tem uma tatuagem no pescoço Ele me responde com um risinho estranho:
- Não precisa se preocupar, sua irmã vai acordar daqui a alguma horas e não vai se lembrar de nada que aconteceu depois que ela atendeu a porta. Esse soro é tão incrível.
Tenho vontade de socar a cara dele e tirar esse risinho idiota do seu rosto feio. Ainda estou preocupada com a minha irmã, a porta não está trancada e ela está caída no chão, qualquer um pode entrar lá em casa e fazer o que bem quiser com ela, inclusive algum vampiro espertinho querer beber seu sangue, espero que não tenha nenhum deles que vivendo pelas regiões perto da minha casa. Minha mãe só chega em casa lá pela manhã pois está de plantão no hospital, então realmente a Hillary está desprotegida.
- Para onde estão me levando hem? Para algum tipo de ritual macabro ou coisa do tipo? - digo cruzando os braços e me encostando no banco - Eu não estou afim de participar de nada assim. E quem é esse cara que mandou me levarem? Estou preocupada com a minha irmã, será que não dá para voltar e só trancar a porta? Hei, algum de vocês está me ouvindo!
O cara careca se vira para mim de novo e diz estreitando os olhos vermelhos que só agora pude reparar:
- Será que dá para você calar essa sua boca. Em breve você vai saber onde estamos indo.
Esse negócio de calar a boca me lembra que estou de mal com a Julie, mas não me permito lembrar disso agora, tenho que saber para que lugar estou indo e que tipo de pessoas eu vou lidar daqui a pouco, mas tenho certeza de que são mais fortes que os vampiros e sinto que é algum tipo de poder maior.
Hoje quando voltei para o colégio depois daquela floresta, todos os alunos começaram a me olhar estranho, e eu até entendo já que saí feito louca correndo da sala de aula, e minha amiga Julie ficou me fazendo perguntas até eu ficar super irritada, bater na mesa e mandar ela calar a boca, todos do refeitório pararam para olhar para minha cara e da minha amiga. A Julie saiu de lá brava comigo, agora sei que vai ser difícil ela querer voltar a falar comigo de novo, uma das coisas que ela mais odeia é que mandem ela calar a boca, ainda mais vindo da melhor amiga dela. Tentei ligar para casa dela a tarde toda mas o irmão dela dizia que ela não estava em casa, mas eu sei que ela não estava afim de falar comigo.
Ouço uma batida forte vindo da porta da entrada e eu levo um susto. Estou sozinha em casa com a minha irmã e não gosto dela atendendo a porta, mas não adianta eu falar ela nunca me escuta, quando estou no meio da escada a Hillary já está abrindo a porta. A voz que vem da entrada é de um homem que não conheço, e não sei o que faz batendo na porta da casa de alguém as dez e meia da noite.
Chego rápido na porta da entrada e empurro minha irmã para dentro, o cara que está na porta é bem forte e eu na frente dele devo parecer uma formiguinha.
- O que você quer a essa hora, cara? - pergunto olhando para cima tentando encontrar seus olhos e parece que estou olhando para um prédio de cinco andares.
- Tenho ordens de levar você comigo. - ele diz agarrando meu braço e me puxando para fora.
Tento puxar meu braço mas não adianta, o homem é bem mais forte, mesmo usando minha força vampírica. Não sei o que esse homem é, mas se fosse vampiro eu já saberia, e se fosse humano também, mas esse homem não é nem um nem outro e esse desconhecido me arrepia.
- Me solta! Não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.
A Hillary aparece na porta assustada por esse homem estar tentando me tirar de casa a força e tenta me puxar dos braços do homem, mas não adianta nada.
- Hei, deixa minha irmã em paz, nós não te conhecemos e não fizemos nada. Nosso pai é policial e ele não vai gostar de saber disso. - a Hillary diz encarando o cara mas sem soltar o meu braço.
Esse negócio da minha irmã falar do nosso pai ser policial é até verdade, mas seria bem difícil ele chegar a tempo para fazer algo, já que ele está do outro lado do mundo.
- Não tenho medo de humanos - o homem diz, ele tem uma voz de trovão que me dá medo.
O cara estranho se aproxima da minha irmã e encosta um pano no nariz dela, tento impedir a todo custo, mas quando olho, minha irmã já está caída no chão.
- Hillary! Hillary acorda! - tento gritar mas o homem já está me arrastando para dentro de um carro Lamborghini Aventador preto.
Ele me joga no banco traseiro do carro e a tranca. Fico batendo na janela e gritando para ver se alguém me ajuda, mas parece que não há mais tempo de ser ajudada.
- O que você fez com a minha irmã seu brutamonte?!
Um outro cara que não tinha reparado no banco carona, se vira para mim, ele também é grande, mas é careca e tem uma tatuagem no pescoço Ele me responde com um risinho estranho:
- Não precisa se preocupar, sua irmã vai acordar daqui a alguma horas e não vai se lembrar de nada que aconteceu depois que ela atendeu a porta. Esse soro é tão incrível.
Tenho vontade de socar a cara dele e tirar esse risinho idiota do seu rosto feio. Ainda estou preocupada com a minha irmã, a porta não está trancada e ela está caída no chão, qualquer um pode entrar lá em casa e fazer o que bem quiser com ela, inclusive algum vampiro espertinho querer beber seu sangue, espero que não tenha nenhum deles que vivendo pelas regiões perto da minha casa. Minha mãe só chega em casa lá pela manhã pois está de plantão no hospital, então realmente a Hillary está desprotegida.
- Para onde estão me levando hem? Para algum tipo de ritual macabro ou coisa do tipo? - digo cruzando os braços e me encostando no banco - Eu não estou afim de participar de nada assim. E quem é esse cara que mandou me levarem? Estou preocupada com a minha irmã, será que não dá para voltar e só trancar a porta? Hei, algum de vocês está me ouvindo!
O cara careca se vira para mim de novo e diz estreitando os olhos vermelhos que só agora pude reparar:
- Será que dá para você calar essa sua boca. Em breve você vai saber onde estamos indo.
Esse negócio de calar a boca me lembra que estou de mal com a Julie, mas não me permito lembrar disso agora, tenho que saber para que lugar estou indo e que tipo de pessoas eu vou lidar daqui a pouco, mas tenho certeza de que são mais fortes que os vampiros e sinto que é algum tipo de poder maior.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 10
O garoto que eu achei um gato também tinha estilo e sabia muito bem mexer com armas.
Ele pegou a chave no canto onde as armas ficavam e depois pegou alguns revólveres, uns três.
Colocou também algumas balas dentro antes checando bem. Ainda bem que aquelas eram as normais, para humanos ou só para machucar um vampiro.
Seguiu em minha direção, me soltou e colocou dois revólveres nos bolsos. Um em cada.
- Toma, esse fica com você. Consegue andar?
Não conseguia o responder, nem sentia a minha garganta, quem diria as pernas.
- Afinal, para que as armas?
Um fio de voz saiu enquanto eu tentava me levantar e de repente quase cai, desequilibrada, mas ele me segurou antes.
- Obrigada.
Fiquei de pé ainda me apoiando no ombro do lindo e maravilhoso herói e salvador da pátria... que eu ainda não sabia o nome.
- Eu vou levar essas armas caso os seus sequestradores tentem tirá-la de mim.Vou te levar a um local seguro.
Que... adorável. A muito tempo alguém não era adorável comigo.
E eu precisava de sangue, e eu estava muito perto dele...
- Onde seria seguro para mim?
Nós já estávamos fechando a caverna e o tempo ficando turvo, deveriam ser umas seis da tarde.
- Minha casa.
Com isso eu tinha que concordar. Muitos seguranças, cães raivosos. Fora difícil só chegar em seu quarto para ver o nome da escola.
Chegando lá, ele tentou me esconder do pai. Me deixou sentada na escada da varanda e seguiu para a sala, enganar o pai para poder me levar ao seu quarto.
Deitei na sua cama macia e ele levou um prato com alguma comida de humano.
- Não, obrigada.
Disse meio que magoada. Eu precisava comer, mas não isso.
- Você precisa comer.
Fiquei desconfiada. Bondade demais para uma pessoa que faz festinhas todas as noites e que é popular.
Esse tipo de pessoa não é assim.
- O que você quer comigo, hein?
Ele murchou.
Sentei e cruzei os braços. Ele largou o prato na mesa de cabeçeira e se sentou na beira da cama.
- Eu te vi na escola. Não sou o que os outros pensam. Eu só quero te ajudar.
- Nada em troca? Não estou em situações de dar algo em troca. Sem grana, sem forças e sem humor e gratidão.
Ele riu. Seu riso era intenso e sufocante. Lindo, perfeito.
- Não quero nada em troca. Mas eu preciso saber o seu nome, não?
- Mirella.
- Prazer, Lucca.
Fiquei em silêncio. Quando tentei fechar meus olhos para dormir, ele resolveu criar mais um assunto.
- Então... vamos estudar na mesma escola, né. É de qual ano?
- Primeiro ano, não sou muito de estudar, repeti.
Ele riu.
- Ok, então... durma bem depois resolvemos o negócio com a sua família, a tranquilizamos.
Ri internamente. Quando acordasse resolveria alguma maneira de fugir dali sem ter que falar com ele nada sobre isso.
Pensei no garoto. Quase que rezei para que ele não morresse. Na certeza de que minha recém transformada o encontrasse e ajudasse.
Um dia eles teriam que aprender a se virar sozinhos. Não dá para depender sempre de mim.
Ele pegou a chave no canto onde as armas ficavam e depois pegou alguns revólveres, uns três.
Colocou também algumas balas dentro antes checando bem. Ainda bem que aquelas eram as normais, para humanos ou só para machucar um vampiro.
Seguiu em minha direção, me soltou e colocou dois revólveres nos bolsos. Um em cada.
- Toma, esse fica com você. Consegue andar?
Não conseguia o responder, nem sentia a minha garganta, quem diria as pernas.
- Afinal, para que as armas?
Um fio de voz saiu enquanto eu tentava me levantar e de repente quase cai, desequilibrada, mas ele me segurou antes.
- Obrigada.
Fiquei de pé ainda me apoiando no ombro do lindo e maravilhoso herói e salvador da pátria... que eu ainda não sabia o nome.
- Eu vou levar essas armas caso os seus sequestradores tentem tirá-la de mim.Vou te levar a um local seguro.
Que... adorável. A muito tempo alguém não era adorável comigo.
E eu precisava de sangue, e eu estava muito perto dele...
- Onde seria seguro para mim?
Nós já estávamos fechando a caverna e o tempo ficando turvo, deveriam ser umas seis da tarde.
- Minha casa.
Com isso eu tinha que concordar. Muitos seguranças, cães raivosos. Fora difícil só chegar em seu quarto para ver o nome da escola.
Chegando lá, ele tentou me esconder do pai. Me deixou sentada na escada da varanda e seguiu para a sala, enganar o pai para poder me levar ao seu quarto.
Deitei na sua cama macia e ele levou um prato com alguma comida de humano.
- Não, obrigada.
Disse meio que magoada. Eu precisava comer, mas não isso.
- Você precisa comer.
Fiquei desconfiada. Bondade demais para uma pessoa que faz festinhas todas as noites e que é popular.
Esse tipo de pessoa não é assim.
- O que você quer comigo, hein?
Ele murchou.
Sentei e cruzei os braços. Ele largou o prato na mesa de cabeçeira e se sentou na beira da cama.
- Eu te vi na escola. Não sou o que os outros pensam. Eu só quero te ajudar.
- Nada em troca? Não estou em situações de dar algo em troca. Sem grana, sem forças e sem humor e gratidão.
Ele riu. Seu riso era intenso e sufocante. Lindo, perfeito.
- Não quero nada em troca. Mas eu preciso saber o seu nome, não?
- Mirella.
- Prazer, Lucca.
Fiquei em silêncio. Quando tentei fechar meus olhos para dormir, ele resolveu criar mais um assunto.
- Então... vamos estudar na mesma escola, né. É de qual ano?
- Primeiro ano, não sou muito de estudar, repeti.
Ele riu.
- Ok, então... durma bem depois resolvemos o negócio com a sua família, a tranquilizamos.
Ri internamente. Quando acordasse resolveria alguma maneira de fugir dali sem ter que falar com ele nada sobre isso.
Pensei no garoto. Quase que rezei para que ele não morresse. Na certeza de que minha recém transformada o encontrasse e ajudasse.
Um dia eles teriam que aprender a se virar sozinhos. Não dá para depender sempre de mim.
Vampire Bites - Capítulo 9
Os passos estavam cada vem mais perto.
Quem saiu do meios das longas árvores foram duas pessoas, ou melhor, eram dois vampiros. Nossos instintos vampíricos sabem decifrar um vampiro a alguma distância e acho que esses dois conseguiram me sentir e o Henry também, que nesse momento já deve ter voltado para o colégio ou para qualquer outro lugar, só espero que não esteja atacando pessoas na rua e saindo em algum noticiário ao vivo.
O que saiu na frente era um garoto, ele tem olhos cor de esmeralda e cabelo castanho escuro na altura do queixo, e a franja que escapa detrás da sua orelha deixa ele mais lindo do que já é. Está vestindo uma calça escura e camisa de manga verde exatamente da mesma cor que os olhos. E a outra pessoa que saiu da floresta é uma garota magra com olhos esbugalhados cinzas e cabelo loiro escuro preso num rabo de cavalo meio desfeito.
- Me desculpe se atrapalhei o casal se agarrando na floresta. - digo para eles que continuam parados no mesmo lugar.
- O que você está fazendo aqui? - o garoto pergunta com a voz irritada - Aqui é nosso lugar de caça, mais nenhum outro vampiro pode caçar por aqui.
- Como assim? Vocês por um acaso compraram a floresta ou o que?
Como um bando de estranhos pode chegar se achando assim. Quem eles pensam que são, algum tipo de vampiros mandões?
- Ela é novata - a garota diz revirando os olhos.
- Acabei de notar isso - o garoto diz e se vira para olhar nos meus olhos, isso me deixa um pouco vermelha, mas não desvio os olhos - Esse lugar é do clã Phortinalli e ninguém mais pode ultrapassar aqui, ok?
Consigo desgrudar os olhos dos dele e digo indignada:
- Como assim, que negócio é esse de clã? Eu não estou afim de obedecer a vampiros que nem sei se são confiáveis.
A garota bufa empurra o garoto para o lado e fica na minha frente. Ela tem aquela aparência de garota arrogante que me lembra a Carrie, e já começo a não ir com a cara dela.
- Quem te transformou acho que não estava tão interessada em ter mais um para o clã, pois sempre quem transforma uma outra pessoas leva ela para o seu clã, com o intuito de ficar mais fortes e ser o grupo de vampiros mais poderosos. E pelo visto você está sem ninguém.
Eu já escutei aquela vampira que me transformou falar sobre clã com aquele garoto hoje na hora da entrada do colégio, mas nem me liguei no que poderia ser. Agora só falta essa, ser vampira e ainda deslocada sem um grupo. Mas quer saber, eu acho que aquela vampira maníaca não tinha clã nenhum, ela nunca me disse nada do tipo, e olha que ela tem cara de ser esperta e a primeira coisa que faria seria me chamar para seu clã se tivesse um.
- Mas quem me transformou não tinha um clã - digo incerta.
Eles me analisam e a garota diz novamente:
- Acho que ela poderia entrar para o nosso clã. Parece ser forte.
- Claro que não dá para levarmos ela, Jessica, não foi transformada por nenhum de nós - o garoto diz apontando para mim enquanto falava.
- Mas quem transformou ela não tem um clã, então pelas regras podemos sim levá-la.
- Eu não sei, temos que falar com o Rerring.
- Ei, dá para falarem de mim, estou aqui e nem sei se quero clã algum.
A garota cruza os braços e parece que ela está sempre irritada, mas acho que ela realmente está.
- Acho que você não vai querer ficar sem um clã. Nos encontre amanhã as quatro horas no Express Lunch, nós precisamos conversar.
Ela diz isso e depois os dois somem tão rápido que nem sei que lado tomaram. E nem sei se o melhor é ter um clã ou não. Mas estou tão sozinha, e acho que uma companhia de vampiros não seria tão ruim, já que aquela vampira me largou mesmo.
Agora é melhor voltar para o colégio e encarar todos os olhares desconfiados.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 8
Acordo meio zonza. Vejo tudo escuro a minha frente. Meus olhos demoram a se adaptarem a luz fraca.
Vejo vultos passarem na minha frente e de repente reconheço a forma de seu corpo.
Alto, forte, musculoso, ombros largos. Era o caçador.
- Você não se lembra que foi sequestrada? Sua face diz que está assustada - ele disse isso e eu me lembrei imediatamente do dia anterior ou de algumas horas anteriores.
- Você não me matou por quê?
Minha voz falhava e eu só pensava no quanto a voz do caçador combinava perfeitamente com a do meu melhor amigo que deixei para trás.
- Quero tirar ainda algumas informações de você.
- Por que me deixou viva? Vai me torturar até contar alguma coisa? Eu sei que você pode fazer isso. Alguns vampiros já fugiram daqui por sua causa.
Ops, deixei escapulir. Era melhor ele ir atrás desse outro vampiro e nos deixar em paz. É só eu iludi-lo até ele ir atrás do outro.
- Eu sei. O garoto já contou tudo e já o deixei ir embora. Agora me diz uma coisa, tá mesmo querendo fazer um clã? Recém transformados? Eu vi aquela garota recém transformada te ajudar naquele dia e transformar alguém hoje.
Ele se aproximou da minha orelha e sussurrou.
- Eu odeio a sua raça. Não conseguem fazer nada sozinhos. Eu ouvi você dizer... bem assim... clã.
Fiquei possessa. Quando ia tentar esticar meus braços para enforcá-lo ou apenas arrancar um pedaço dele com meus dentes, percebo que estou toda acorrentada, sentada no canto longe das armas conservadas em um local mais iluminado onde a mulher caçadora assistia tudo sentada numa cadeira de braços cruzados com seu riso enciumado no rosto.
Que raiva.
- Que inferno! - grito escandalosamente esperando alguém do lado de fora da caverna ouvir e ir me salvar.
Os dois caíram na gargalhada.
- Como vocês podem ser tão imbecis! Deixaram o garoto fugir e ir contar para o meu clã todo que estou aqui. E vocês estão juntos então por quê? Não estão se ajudando também? Também não são um clã?
Começou a ilusão. Mas eles nem me deram ouvidos.
Eles logo sessaram os risos, mas eu percebi que a mulher era bem mais experiente que o cara.
- Vampiros sempre tentam iludir - ela se levantou da cadeira e seguiu de braços cruzados em nossa direção.
- Não estou falando nenhuma mentira.
Minha voz pareceu falhar.
O caçador se levantou e seguiu para o local onde ficavam as armas.
- Vamos encontrar esse garoto e matar logo ele.
Ele pegou um fuzil e colocou dentro do bolso da capa umas balas diferentes, meio vermelhas com um brilho azulado.
Gelei por dentro e consegui ver a saída da caverna onde ficava. Mas eu não tinha como sair de lá, presa como eu estava.
A mulher ia ficar lá, ele até a alertou para ficar tomando conta de mim, mas ela resolveu segui-lo, abrindo a porta da caverna dizendo:
- Aquele garoto não sabe fazer nada sozinho. Vai acabar matando um humano.
======================================================================
Fiquei lá sentada durante alguns minutos que se tornaram horas. O caçador deveria estar tratando de caçar muito bem o garoto. Espero que ele esteja sã e salvo em algum lugar bem longe.
Espero que o caçador não o encontre.
De repente ouço a porta - ou uma tábua enorme que tampava a saída e deixava a caverna ainda mais escura - abrindo. Entra alguém e pergunta uma coisa em voz alta.
- Tem alguém ai? - a voz soava como a de alguém muito curioso que perambulava pela floresta atrás de aventuras.
- Me... ajude - disse. A voz falhava. Já fazia muito tempo que eu não via sangue.
O garoto entrou assustado, percebendo que ali era um tipo de cativeiro. Viu-me acorrentada ao chão e fraca.
Aproximou-se de mim. O corpo suado, camiseta com os braços de fora e uma calça e tênis de corrida.
Descobri a aventura que ele fazia na floresta. Treinava.
Senti o cheiro de seu sangue e a sua pulsação bem próximas de mim. Meus olhos foram se acostumando ao ambiente mais claro devido a porta aberta.
O garoto era o mesmo que eu tinha ido "visitar" na noite anterior.
Vejo vultos passarem na minha frente e de repente reconheço a forma de seu corpo.
Alto, forte, musculoso, ombros largos. Era o caçador.
- Você não se lembra que foi sequestrada? Sua face diz que está assustada - ele disse isso e eu me lembrei imediatamente do dia anterior ou de algumas horas anteriores.
- Você não me matou por quê?
Minha voz falhava e eu só pensava no quanto a voz do caçador combinava perfeitamente com a do meu melhor amigo que deixei para trás.
- Quero tirar ainda algumas informações de você.
- Por que me deixou viva? Vai me torturar até contar alguma coisa? Eu sei que você pode fazer isso. Alguns vampiros já fugiram daqui por sua causa.
Ops, deixei escapulir. Era melhor ele ir atrás desse outro vampiro e nos deixar em paz. É só eu iludi-lo até ele ir atrás do outro.
- Eu sei. O garoto já contou tudo e já o deixei ir embora. Agora me diz uma coisa, tá mesmo querendo fazer um clã? Recém transformados? Eu vi aquela garota recém transformada te ajudar naquele dia e transformar alguém hoje.
Ele se aproximou da minha orelha e sussurrou.
- Eu odeio a sua raça. Não conseguem fazer nada sozinhos. Eu ouvi você dizer... bem assim... clã.
Fiquei possessa. Quando ia tentar esticar meus braços para enforcá-lo ou apenas arrancar um pedaço dele com meus dentes, percebo que estou toda acorrentada, sentada no canto longe das armas conservadas em um local mais iluminado onde a mulher caçadora assistia tudo sentada numa cadeira de braços cruzados com seu riso enciumado no rosto.
Que raiva.
- Que inferno! - grito escandalosamente esperando alguém do lado de fora da caverna ouvir e ir me salvar.
Os dois caíram na gargalhada.
- Como vocês podem ser tão imbecis! Deixaram o garoto fugir e ir contar para o meu clã todo que estou aqui. E vocês estão juntos então por quê? Não estão se ajudando também? Também não são um clã?
Começou a ilusão. Mas eles nem me deram ouvidos.
Eles logo sessaram os risos, mas eu percebi que a mulher era bem mais experiente que o cara.
- Vampiros sempre tentam iludir - ela se levantou da cadeira e seguiu de braços cruzados em nossa direção.
- Não estou falando nenhuma mentira.
Minha voz pareceu falhar.
O caçador se levantou e seguiu para o local onde ficavam as armas.
- Vamos encontrar esse garoto e matar logo ele.
Ele pegou um fuzil e colocou dentro do bolso da capa umas balas diferentes, meio vermelhas com um brilho azulado.
Gelei por dentro e consegui ver a saída da caverna onde ficava. Mas eu não tinha como sair de lá, presa como eu estava.
A mulher ia ficar lá, ele até a alertou para ficar tomando conta de mim, mas ela resolveu segui-lo, abrindo a porta da caverna dizendo:
- Aquele garoto não sabe fazer nada sozinho. Vai acabar matando um humano.
======================================================================
Fiquei lá sentada durante alguns minutos que se tornaram horas. O caçador deveria estar tratando de caçar muito bem o garoto. Espero que ele esteja sã e salvo em algum lugar bem longe.
Espero que o caçador não o encontre.
De repente ouço a porta - ou uma tábua enorme que tampava a saída e deixava a caverna ainda mais escura - abrindo. Entra alguém e pergunta uma coisa em voz alta.
- Tem alguém ai? - a voz soava como a de alguém muito curioso que perambulava pela floresta atrás de aventuras.
- Me... ajude - disse. A voz falhava. Já fazia muito tempo que eu não via sangue.
O garoto entrou assustado, percebendo que ali era um tipo de cativeiro. Viu-me acorrentada ao chão e fraca.
Aproximou-se de mim. O corpo suado, camiseta com os braços de fora e uma calça e tênis de corrida.
Descobri a aventura que ele fazia na floresta. Treinava.
Senti o cheiro de seu sangue e a sua pulsação bem próximas de mim. Meus olhos foram se acostumando ao ambiente mais claro devido a porta aberta.
O garoto era o mesmo que eu tinha ido "visitar" na noite anterior.
Vampire Bites - Capítulo 7
Como eu pude me descontrolar a esse ponto? Logo eu que jurava que nunca machucaria um ser humano, me sinto culpada e arrependida, eu sei que o Henry não foi lá muito generoso comigo, mas era só largar ele para lá e seguir com a minha vida. Mas acho que estava com tanta raiva, que surgiu uma força não sei de onde, e eu o empurrei, mas não era para ser tão forte, e quando aquele sangue escorreu, eu não resisti, estava com muita fome.
Eu nuca me imaginei nessa cena, arrastando um corpo para o meio de uma floresta e tendo que dar um jeito nele, não quero matar o Henry, mas também não sei como ajudá-lo se ele for um vampiro, eu sou uma recém-transformada e não sei me controlar direito. Aquela vampira maníaca me deixou sozinha nessa, e nem sei o nome nela.
Chego perto do lago e jogo o corpo ali na beirada, aproveito para molhar a minha boca suja de sangue e limpar o pescoço do Henry. Resolvi deixar ele viver, mas vai ficar por conta própria, não quero um ex-namorado vampiro chato me perseguindo, e ainda não engoli o que ele fez comigo, e também não me importo de que aquela vampira fique com raiva de mim por ter largado ele ali, mas não estou nem aí, já me cansei dela me dando ordens e de sempre fazer as vontades dela.
O Henry começa a abrir os olhos devagar e depois de abri-los totalmente ele se senta assustado tentando entender o que ele faz ali naquela floresta e perto do rio. Ele finalmente me olha e chega para trás se arrastando na grama assustado. Acho que ele está se lembrando do que aconteceu.
- O que... o que eu estou fazendo aqui? - ele pergunta olhando ao redor. - e porque o som de tudo está mais auto do que o normal? E você, o que você fez comigo? - ele me lança um olhar acusador.
Eu cruzo os braços e fico andando de um lado para o outro como um general de exército.
- Nossa, quantas perguntas e apenas três palavras de resposta - digo parando em frente a ele mas ainda com os braços cruzados. - Nós somos vampiros.
O Henry com alguma dificuldade consegue se levantar segurando-se numa árvore próxima.
- O quê?! - ele pergunta tão alto que o som ecoa pela floresta e fazem os pássaros ao redor saírem voando.
- É isso mesmo que você ouviu queridinho, você é um vampiro recém-criado por mim, sei que perdi o controle e te mordi, não queria fazer isso. Mas enfim, você precisa se alimentar, em breve você vai sentir um ardor insuportável na garganta e eu não quero que você ataque um aluno inocente na escola.
Eu sei que o que disse é até um pouco irônico, já que eu a pouco tempo atrás ataquei um aluno no pátio do colégio, mas ele não era inocente. E eu falando com ele parece até que sou uma vampira experiente, o que não sou, não tenho nem uma semana transformada.
- Você andou fumando alguma coisa Melissa? Por que acho que não está nem um pouco bem da cabeça e... O que é isso... queimando? - ele pergunta segurando a garganta como se adiantasse algo.
Eu dou um risinho superior e respondo:
- Eu te disse que o ardor ia começar - olho ao redor em busca de algum animal a vista - Está vendo aquele coelho ali atrás da árvore? Vai até lá e deixe que seus instintos se aflorem.
- Isso é nojento - ele diz meio indeciso.
- Sei que é, mas se você quiser morrer, eu não vou me sentir culpada, já te deixei viver e se morrer a culpa vai ser sua.
Ele deu uma pensada rápida e quando eu nem esperava, ele avançou no coelho e cravou seus dentes pontudos no animal.
Enquanto ele se alimentava do coelho, ouvi som de folhas e passos se aproximando. Eu não sei quem pode ser essa hora da manhã no meio da floresta. Mas para não arriscar, mandei o Henry ir embora dali, já que ele estava com a boca suja de sangue e não daria tempo dele ir até o lago e voltar sem quem quer que seja aparecer. Não sei porque não saí dali também, acho que pelo fato de estar curiosa para saber quem é que sairia dali da floresta. Permaneci parada no mesmo lugar, só esperando para ver o que viria pela frente.
Eu nuca me imaginei nessa cena, arrastando um corpo para o meio de uma floresta e tendo que dar um jeito nele, não quero matar o Henry, mas também não sei como ajudá-lo se ele for um vampiro, eu sou uma recém-transformada e não sei me controlar direito. Aquela vampira maníaca me deixou sozinha nessa, e nem sei o nome nela.
Chego perto do lago e jogo o corpo ali na beirada, aproveito para molhar a minha boca suja de sangue e limpar o pescoço do Henry. Resolvi deixar ele viver, mas vai ficar por conta própria, não quero um ex-namorado vampiro chato me perseguindo, e ainda não engoli o que ele fez comigo, e também não me importo de que aquela vampira fique com raiva de mim por ter largado ele ali, mas não estou nem aí, já me cansei dela me dando ordens e de sempre fazer as vontades dela.
O Henry começa a abrir os olhos devagar e depois de abri-los totalmente ele se senta assustado tentando entender o que ele faz ali naquela floresta e perto do rio. Ele finalmente me olha e chega para trás se arrastando na grama assustado. Acho que ele está se lembrando do que aconteceu.
- O que... o que eu estou fazendo aqui? - ele pergunta olhando ao redor. - e porque o som de tudo está mais auto do que o normal? E você, o que você fez comigo? - ele me lança um olhar acusador.
Eu cruzo os braços e fico andando de um lado para o outro como um general de exército.
- Nossa, quantas perguntas e apenas três palavras de resposta - digo parando em frente a ele mas ainda com os braços cruzados. - Nós somos vampiros.
O Henry com alguma dificuldade consegue se levantar segurando-se numa árvore próxima.
- O quê?! - ele pergunta tão alto que o som ecoa pela floresta e fazem os pássaros ao redor saírem voando.
- É isso mesmo que você ouviu queridinho, você é um vampiro recém-criado por mim, sei que perdi o controle e te mordi, não queria fazer isso. Mas enfim, você precisa se alimentar, em breve você vai sentir um ardor insuportável na garganta e eu não quero que você ataque um aluno inocente na escola.
Eu sei que o que disse é até um pouco irônico, já que eu a pouco tempo atrás ataquei um aluno no pátio do colégio, mas ele não era inocente. E eu falando com ele parece até que sou uma vampira experiente, o que não sou, não tenho nem uma semana transformada.
- Você andou fumando alguma coisa Melissa? Por que acho que não está nem um pouco bem da cabeça e... O que é isso... queimando? - ele pergunta segurando a garganta como se adiantasse algo.
Eu dou um risinho superior e respondo:
- Eu te disse que o ardor ia começar - olho ao redor em busca de algum animal a vista - Está vendo aquele coelho ali atrás da árvore? Vai até lá e deixe que seus instintos se aflorem.
- Isso é nojento - ele diz meio indeciso.
- Sei que é, mas se você quiser morrer, eu não vou me sentir culpada, já te deixei viver e se morrer a culpa vai ser sua.
Ele deu uma pensada rápida e quando eu nem esperava, ele avançou no coelho e cravou seus dentes pontudos no animal.
Enquanto ele se alimentava do coelho, ouvi som de folhas e passos se aproximando. Eu não sei quem pode ser essa hora da manhã no meio da floresta. Mas para não arriscar, mandei o Henry ir embora dali, já que ele estava com a boca suja de sangue e não daria tempo dele ir até o lago e voltar sem quem quer que seja aparecer. Não sei porque não saí dali também, acho que pelo fato de estar curiosa para saber quem é que sairia dali da floresta. Permaneci parada no mesmo lugar, só esperando para ver o que viria pela frente.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 6
Não fui para a sala de aula naquele dia. Era óbvio que eu não iria, nem estava por completa matriculada naquela escola.
Levei aquele garoto para o meio da floresta que tinha atrás do colégio como combinado e matei um cervo para ele poder se alimentar. Eu já estava voltando para a escola quando vejo minha recém transformada mordendo aquele garoto que ela estava agarrada mais cedo no pátio.
- Dá pra parar?! Louca! Ele não serve! - grito enquanto puxava seus cabelos e seus ombros a forçando a parar.
O garoto estava desmaiado no chão com os braços arranhados e a cabeça deveria ter batido com impacto na parede. Ela se mostrou capaz de ser bem forte.
- Não serve? Como assim? - ela diz com a boca repleta de sangue enquanto se levantava e deixava o corpo quase sem sangue largado no chão ainda desacordado.
Cruzo meus braços, dou meia volta, coloco uma mão na testa e esfrego, tentando pensar.
- Agora mata ele, ué! Acaba logo com isso, não quero um recém transformado mongol para o meu clã!
Ela me olha com os olhos arregalados enquanto limpava o sangue da boca com os pulsos.
- Não... não tenho coragem.
Me bastava uma lerda. Agora tem ele também.
- Ok, então, se vire. Você que vai tomar conta dele, ensinar tudo, porque eu me recuso. Pegue logo o corpo, daqui a pouco ele vai acordar com fome. Leve-o até o lago.
- Mas...
- A-go-ra! Livre-se disso! Tire-o daqui antes que alguém o veja!
Ela assentiu com a cabeça e o pegou por de trás pelos braços e o puxou o arrastando pelo chão.
=======================================================================
Eu terminei de assinar alguns papéis na escola e fui me encontrar com o garoto novamente.
- Ei! Psiu! - sussurrei enquanto me aproximava dele que estava sentado numa pedra.
Ele tremia que nem um liquidificador e sacudia as pernas batendo os pés com força no chão.
- O que houve?
Ele olhou por de trás do meu ombro enquanto me aproximava dele.
- Uma... armadilha. Do caçador - disse a mim mesma.
Virei-me e vi seus olhos azuis brilhando forte. Sua capa com capuz tampavam o seu rosto como a do garoto.
Ele tirou algum tipo de sacola de dentro do bolso da capa e tirou a fita com agilidade que a mantinha fechada.
Tentei ser mais ágil e cobri o meu rosto com os meus braços.
- Você só sabe se defender com isso? - pausei para tossir ao ver que o pó conseguiu chegar as minhas narinas. - Pó sem graça! - disse gritando.
- Um pó tão sem graça que pode te matar - sua voz soava como a de um animal ferido uivando por ajuda.
Lembrei-me do garoto. Ele também era vampiro.
- Garoto, você está bem? Se proteja também!
Virei-me e vi que ele já estava desmaiado. Esse pó não era tão poderoso quanto o outro, mas quem sabe ele só não agia tão rapidamente.
Quando eu ia virar-me de volta ao caçador sinto alguém segurando-me por de trás, cruzando os braços rígidos mas magrelos em torno do meu peito e depois virando-me para cair no chão.
- Não é de bom tom bater ou empurrar as damas - disse ao caçador, mas não conseguia abrir os olhos, o pó os fazia arder intensamente.
Só vejo alguém cruzar os braços a minha frente e sorrir maliciosamente soltando uma gargalhada.
- Mas essa regra só serve para homens...
Uma voz sensual de mulher ecoou pela floresta. Sua risada era sinistra e ainda me apavorava.
Tentei me levantar, apoiando as palmas da mão no solo úmido da floresta, mas eu senti a mesma coisa que meu companheiro também deve ter sentido. Um enjoo terrível que me fez cair no sono.
Levei aquele garoto para o meio da floresta que tinha atrás do colégio como combinado e matei um cervo para ele poder se alimentar. Eu já estava voltando para a escola quando vejo minha recém transformada mordendo aquele garoto que ela estava agarrada mais cedo no pátio.
- Dá pra parar?! Louca! Ele não serve! - grito enquanto puxava seus cabelos e seus ombros a forçando a parar.
O garoto estava desmaiado no chão com os braços arranhados e a cabeça deveria ter batido com impacto na parede. Ela se mostrou capaz de ser bem forte.
- Não serve? Como assim? - ela diz com a boca repleta de sangue enquanto se levantava e deixava o corpo quase sem sangue largado no chão ainda desacordado.
Cruzo meus braços, dou meia volta, coloco uma mão na testa e esfrego, tentando pensar.
- Agora mata ele, ué! Acaba logo com isso, não quero um recém transformado mongol para o meu clã!
Ela me olha com os olhos arregalados enquanto limpava o sangue da boca com os pulsos.
- Não... não tenho coragem.
Me bastava uma lerda. Agora tem ele também.
- Ok, então, se vire. Você que vai tomar conta dele, ensinar tudo, porque eu me recuso. Pegue logo o corpo, daqui a pouco ele vai acordar com fome. Leve-o até o lago.
- Mas...
- A-go-ra! Livre-se disso! Tire-o daqui antes que alguém o veja!
Ela assentiu com a cabeça e o pegou por de trás pelos braços e o puxou o arrastando pelo chão.
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Eu terminei de assinar alguns papéis na escola e fui me encontrar com o garoto novamente.
- Ei! Psiu! - sussurrei enquanto me aproximava dele que estava sentado numa pedra.
Ele tremia que nem um liquidificador e sacudia as pernas batendo os pés com força no chão.
- O que houve?
Ele olhou por de trás do meu ombro enquanto me aproximava dele.
- Uma... armadilha. Do caçador - disse a mim mesma.
Virei-me e vi seus olhos azuis brilhando forte. Sua capa com capuz tampavam o seu rosto como a do garoto.
Ele tirou algum tipo de sacola de dentro do bolso da capa e tirou a fita com agilidade que a mantinha fechada.
Tentei ser mais ágil e cobri o meu rosto com os meus braços.
- Você só sabe se defender com isso? - pausei para tossir ao ver que o pó conseguiu chegar as minhas narinas. - Pó sem graça! - disse gritando.
- Um pó tão sem graça que pode te matar - sua voz soava como a de um animal ferido uivando por ajuda.
Lembrei-me do garoto. Ele também era vampiro.
- Garoto, você está bem? Se proteja também!
Virei-me e vi que ele já estava desmaiado. Esse pó não era tão poderoso quanto o outro, mas quem sabe ele só não agia tão rapidamente.
Quando eu ia virar-me de volta ao caçador sinto alguém segurando-me por de trás, cruzando os braços rígidos mas magrelos em torno do meu peito e depois virando-me para cair no chão.
- Não é de bom tom bater ou empurrar as damas - disse ao caçador, mas não conseguia abrir os olhos, o pó os fazia arder intensamente.
Só vejo alguém cruzar os braços a minha frente e sorrir maliciosamente soltando uma gargalhada.
- Mas essa regra só serve para homens...
Uma voz sensual de mulher ecoou pela floresta. Sua risada era sinistra e ainda me apavorava.
Tentei me levantar, apoiando as palmas da mão no solo úmido da floresta, mas eu senti a mesma coisa que meu companheiro também deve ter sentido. Um enjoo terrível que me fez cair no sono.
Vampire Bites - Capítulo 5
Eu não sei o que aquela vampira que me transformou faz aqui, nesse colégio, e eu achando que nada poderia ficar pior. Parece que os problemas me perseguem para onde quer que eu vá, e eu não aguento mais conviver com isso, e não me alimento desde aquele cervo ontem e a fome cada vez cresce dentro de mim. Minha vontade era nem de vir mais ao colégio e nem voltar nessa cidade, mas acho que não aguentaria ficar muito longe da minha família, e tenho que tentar ser o mais normal possível, e essa minha pele cada vez mais pálida e esse meus olhos cada vez mais fundos, não estão ajudando muito.
Todos que passam, olham para a minha cara um pouco assustados, aposto que eles devem estar pensando assim Como essa patricinha que não sai sem maquiagem e é uma das mais populares do colégio pode vir com essa cara para a escola? Mas eu realmente não tive vontade nenhuma de me arrumar hoje, se pudesse viria de pijama para completar essa minha aparência horrível saída de um filme de terror.
Depois de finalmente conseguir largar o Henry e dizer mais de mil vezes que eu estava bem - na medida do possível - eu notei que aquela vampira conversava com Phillip - um aluno que entrou faz uma semana no colégio e é do tipo todo estranho, só agora eu consigo ver que ele é um vampiro também, ou se não é, parece muito - e eu não sei do que eles falam, mas é em um som baixo - sei que agora tenho super audição, mas não consigo entender pois estou fraca demais sem sangue - , mas a aparência do garoto é um pouco assustada, acho que essa mulher consegue assustar qualquer um.
O sinal toca e eu levo um susto. E acho que aquela vampira e o Phillip repararam que eu os observava meia escondida atrás de uma árvore.
Vou para a sala de aula e me sento numa cadeira lá nos fundos da sala, coisa que eu nunca fiz na minha vida, sempre fui a popular e só os estranhos sentavam no fundo, e me sinto uma estranha agora, o que é verdade.
A Julie entra na sala de aula empolgada e saltitante com os seus cabelos longos e ruivos caídos numa trança de lado, ela já ia para a mesa dos populares quando me viu sentada lá nos fundos e com cara de morta - ok, eu sei que já estou.
- Nossa amiga, você está horrível, o que aconteceu? - ela pergunta me empurrando para o lado e se sentando ao meu lado.
- Você sabe como fazer alguém se sentir bem - digo revirando os olhos.
Sabia que algo aconteceria, estava tudo muito bem. Aquele cheiro bom, a pulsação nos meus ouvidos. Sangue quente correndo pelas veias, e eu não me alimento faz bastante horas. Mas eu preciso permanecer ali e controlar essa sede, se não sempre vou viver fugindo dos lugares.
- Você não vai para o seu lugar não? - pergunto querendo que ela saia dali do meu lado - Acho que você não vai querer ser vista aqui atrás, no lugar dos não populares.
Ela se levanta, acerta a saia e diz:
- Mas você que é dona dos populares está aqui atrás, então eu também posso ficar, e você também é minha amiga, e sinto que você não está bem, então vou pegar as minha coisas e ficar aqui.
Não que eu não goste da companhia da Julie, ela é minha melhor amiga, mas nesse momento, sinto que não é bom para ela ficar perto de mim.
Aproveito que ela foi para o outro lado da sala pegar a sua mochila e falar algo com os outros alunos, e vou correndo em direção a porta antes que alguém me veja. Eu sei que não queria fugir, mas hoje realmente não está dando, a fome está demais, preciso ir para a floresta dos fundos da escola e me alimentar de qualquer animal que aparecer na minha frente.
Os corredores do colégio estão todos desertos e eu dou graças a Deus por isso, a última coisa que quero é encontrar um humano para me atrapalhar.
Assim que ponho os pés para fora do colégio, encontro quem eu não queria encontrar, meu namorado Henry, ou talvez possa ser ex-namorado agora. Já estava super irritada com ele desde aquela festa em que ele dava em cima de todo mundo e agora é o cúmulo, ele está vindo todo sorridente segurando a cintura da Carrie, uma garota que é conhecida por pegar todos da escola e é super irritante, não suporto ela. Ela está com o batom vermelho todo borrado e a camisa do Henry toda manchada de batom.
Assim que ele me vê, seu sorriso se desfaz e ele solta rápido a cintura da Carrie e diz algo para ela ir embora e ela vai.
- Não é nada disso que você está pensando - ele diz com a cara assustada.
- O quê? Que você é um babaca idiota e está me traindo?
Sei que esse não é o momento para ter uma discussão amorosa, mas ser feita de idiota? Eu não tolero isso.
- Mas eu não estou te traindo, você sabe que você é a única que eu quero ficar - ele diz segurando o meu braço.
Tiro o meu braço das mãos dele e digo:
- Logo com a Carrie?! Você sabe que eu não suporto ela e que essa garota vai contar para escola inteira que você ficou com ela e me fez de palhaça. E eu já estou com raiva de você desde a festa. Mas quer saber, não existe só você de garoto no mundo, então vai lá para as suas garotas que eu sigo meu caminho em paz.
Digo isso e já estou pronta para sair dali e caçar algo, quando ele segura o meu braço e tenta me beijar a força.
- Mas você sabe que eu te amo - ele diz tentando me beijar.
- Me solta seu idiota - digo virando o rosto.
Ele me empurra para uma árvore ali próxima e me prende sem me deixar sair.
- Você vai ficar comigo nem que seja na marra, ninguém nunca me dispensou, e não vai ser você que vai me dispensar - ele diz com a expressão dura e começa a beijar meu pescoço.
Eu me sinto com tanta raiva, uma fúria tão grande, que não sei dá onde veio aquela força se eu estava tão fraca. Eu empurrei o Henry tão forte que ele voou e bateu com as costas na parede da escola e depois escorregou no chão. Seu braço estava arranhado e saia sangue.
Sangue, era tudo que eu precisava, e ali na minha frente estava tão perto e tão fresco, que eu não me controlei, o instinto foi mais rápido do que eu pude imaginar. E lá estava eu, mordendo o pescoço do meu ex-namorado cafajeste. Ele estava caído inconsciente e aquele sangue vindo direto da veia, eu não conseguia parar, sentia que se não parasse poderia matá-lo, não que eu não quisesse, mas eu nunca matei um ser humano, e precisava parar.
Estava descontrolada e totalmente exposta, até porque estávamos no pátio do colégio. Senti mãos me puxando para trás me fazendo parar, e quando me viro, era aquela vampira que me transformou.
Todos que passam, olham para a minha cara um pouco assustados, aposto que eles devem estar pensando assim Como essa patricinha que não sai sem maquiagem e é uma das mais populares do colégio pode vir com essa cara para a escola? Mas eu realmente não tive vontade nenhuma de me arrumar hoje, se pudesse viria de pijama para completar essa minha aparência horrível saída de um filme de terror.
Depois de finalmente conseguir largar o Henry e dizer mais de mil vezes que eu estava bem - na medida do possível - eu notei que aquela vampira conversava com Phillip - um aluno que entrou faz uma semana no colégio e é do tipo todo estranho, só agora eu consigo ver que ele é um vampiro também, ou se não é, parece muito - e eu não sei do que eles falam, mas é em um som baixo - sei que agora tenho super audição, mas não consigo entender pois estou fraca demais sem sangue - , mas a aparência do garoto é um pouco assustada, acho que essa mulher consegue assustar qualquer um.
O sinal toca e eu levo um susto. E acho que aquela vampira e o Phillip repararam que eu os observava meia escondida atrás de uma árvore.
Vou para a sala de aula e me sento numa cadeira lá nos fundos da sala, coisa que eu nunca fiz na minha vida, sempre fui a popular e só os estranhos sentavam no fundo, e me sinto uma estranha agora, o que é verdade.
A Julie entra na sala de aula empolgada e saltitante com os seus cabelos longos e ruivos caídos numa trança de lado, ela já ia para a mesa dos populares quando me viu sentada lá nos fundos e com cara de morta - ok, eu sei que já estou.
- Nossa amiga, você está horrível, o que aconteceu? - ela pergunta me empurrando para o lado e se sentando ao meu lado.
- Você sabe como fazer alguém se sentir bem - digo revirando os olhos.
Sabia que algo aconteceria, estava tudo muito bem. Aquele cheiro bom, a pulsação nos meus ouvidos. Sangue quente correndo pelas veias, e eu não me alimento faz bastante horas. Mas eu preciso permanecer ali e controlar essa sede, se não sempre vou viver fugindo dos lugares.
- Você não vai para o seu lugar não? - pergunto querendo que ela saia dali do meu lado - Acho que você não vai querer ser vista aqui atrás, no lugar dos não populares.
Ela se levanta, acerta a saia e diz:
- Mas você que é dona dos populares está aqui atrás, então eu também posso ficar, e você também é minha amiga, e sinto que você não está bem, então vou pegar as minha coisas e ficar aqui.
Não que eu não goste da companhia da Julie, ela é minha melhor amiga, mas nesse momento, sinto que não é bom para ela ficar perto de mim.
Aproveito que ela foi para o outro lado da sala pegar a sua mochila e falar algo com os outros alunos, e vou correndo em direção a porta antes que alguém me veja. Eu sei que não queria fugir, mas hoje realmente não está dando, a fome está demais, preciso ir para a floresta dos fundos da escola e me alimentar de qualquer animal que aparecer na minha frente.
Os corredores do colégio estão todos desertos e eu dou graças a Deus por isso, a última coisa que quero é encontrar um humano para me atrapalhar.
Assim que ponho os pés para fora do colégio, encontro quem eu não queria encontrar, meu namorado Henry, ou talvez possa ser ex-namorado agora. Já estava super irritada com ele desde aquela festa em que ele dava em cima de todo mundo e agora é o cúmulo, ele está vindo todo sorridente segurando a cintura da Carrie, uma garota que é conhecida por pegar todos da escola e é super irritante, não suporto ela. Ela está com o batom vermelho todo borrado e a camisa do Henry toda manchada de batom.
Assim que ele me vê, seu sorriso se desfaz e ele solta rápido a cintura da Carrie e diz algo para ela ir embora e ela vai.
- Não é nada disso que você está pensando - ele diz com a cara assustada.
- O quê? Que você é um babaca idiota e está me traindo?
Sei que esse não é o momento para ter uma discussão amorosa, mas ser feita de idiota? Eu não tolero isso.
- Mas eu não estou te traindo, você sabe que você é a única que eu quero ficar - ele diz segurando o meu braço.
Tiro o meu braço das mãos dele e digo:
- Logo com a Carrie?! Você sabe que eu não suporto ela e que essa garota vai contar para escola inteira que você ficou com ela e me fez de palhaça. E eu já estou com raiva de você desde a festa. Mas quer saber, não existe só você de garoto no mundo, então vai lá para as suas garotas que eu sigo meu caminho em paz.
Digo isso e já estou pronta para sair dali e caçar algo, quando ele segura o meu braço e tenta me beijar a força.
- Mas você sabe que eu te amo - ele diz tentando me beijar.
- Me solta seu idiota - digo virando o rosto.
Ele me empurra para uma árvore ali próxima e me prende sem me deixar sair.
- Você vai ficar comigo nem que seja na marra, ninguém nunca me dispensou, e não vai ser você que vai me dispensar - ele diz com a expressão dura e começa a beijar meu pescoço.
Eu me sinto com tanta raiva, uma fúria tão grande, que não sei dá onde veio aquela força se eu estava tão fraca. Eu empurrei o Henry tão forte que ele voou e bateu com as costas na parede da escola e depois escorregou no chão. Seu braço estava arranhado e saia sangue.
Sangue, era tudo que eu precisava, e ali na minha frente estava tão perto e tão fresco, que eu não me controlei, o instinto foi mais rápido do que eu pude imaginar. E lá estava eu, mordendo o pescoço do meu ex-namorado cafajeste. Ele estava caído inconsciente e aquele sangue vindo direto da veia, eu não conseguia parar, sentia que se não parasse poderia matá-lo, não que eu não quisesse, mas eu nunca matei um ser humano, e precisava parar.
Estava descontrolada e totalmente exposta, até porque estávamos no pátio do colégio. Senti mãos me puxando para trás me fazendo parar, e quando me viro, era aquela vampira que me transformou.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 4
Segui para a floresta. Depois de deixá-la sem respostas, eu também fiquei sem. Sem saber seu nome, onde morava, estudava, nada. Um jeito de descobrir onde ela estudava era a única coisa que me restava.
Eu lembro que da primeira vez que eu a vi ela estava acompanhada de um amigo muito íntimo ou namorado. Eles estavam indo para uma festa que rolava na casa de alguém, que também deveria estudar com eles. Era só eu ir até lá, invadir seu quarto enquanto ela não estivesse lá e ver o seu uniforme. Fácil, fácil.
Era um garoto. Deveria ter uns dezessete anos e era muito, muito gato. Eu nem precisei entrar na casa, a sua camiseta da escola estava em cima de uma cadeira que estava em frente a escrivaninha e bem a vista em relação a janela. Escola West Lowing.
Se eu tinha dezesseis quando minha primeira vida acabou, quer dizer que ele é um ano mais velho que eu.
Ele deve estar na sala dela e ela deve ser do terceiro ano. Bom, vou dar uma de mais nova, né, mas tudo bem.
Amanhã eu apareceria na escola e ela levaria um susto tremendo. Eu teria que me aproximar, e eu sei que ela também estaria esperando por isso.
Era de madrugada quando eu tentava caçar alguém que caminhasse solitário pelas ruas da cidade.
Passou uma mulher muito magra, e com um cheiro esquisito. Reprovada.
Após algumas horas eu desisti. Essa cidade não era muito movimentada precisava urgentemente voltar para Calaputso.
Minha cidade natal era Deodorus. Foi onde eu nasci e fui transformada.
Foi lá que o caçador me achou e começou a me perseguir.
=======================================================================
Segunda-feira e lá estava eu na secretaria da escola, esperando pela secretária.
Já tinha lhe pedido a papelada para a inscrição. Ela me pediu para minha mãe comparecer a escola durante a minha primeira semana para os pagamentos.
Assinei algumas coisas e ouvi o portão abrindo-se e os alunos entrando alvoroçados.
Vi a minha recém transformada andando devagar de mãos dadas com seu namorado. Ela já estava com a pigmentação da pele mais clara e com os olhos mais fundos. Quanto mais ela ficasse sem beber sangue, pior ela ficaria e mais perigosa seria a sua vida escondida entre os humanos. Logo a perceberiam.
Segui para o pátio e ela me notou. Seus olhos me acompanhavam enquanto eu seguia ao banco mais próximo para sentar-me.
Dou umas olhadas em volta e percebo que não era só ela que me olhava fixa. Um outro garoto do outro lado do pátio também. Ele estava sentado no chão, de casaco preto com capuz e escutando música. Percebi em seus olhos e também eram fundos e sua pele também era bem esbranquiçada.
Tem outro vampiro por aqui, também querendo recém transformados. Não sou a única, como ela também não é.
Sigo na direção dele, ele se assusta e logo abaixa a cabeça.
- Ei, não se assuste. Quem te transformou também estuda aqui?
Ele gaguejou um pouco, como se estivesse medindo suas palavras antes de começar a falar.
- Ele fugiu do caçador a um tempo. E eu não sei como me virar.
- Ele te abandonou por causa do caçador? Fracote... - indago.
Sem dizer mais nada depois, resolvo chamá-lo para o meu clã que eu estava pretendendo fazer.
- Eu te ajudarei. Assim que o sinal bater, na floresta.
- Ok... é... obrigado.
A garota me observava ainda e bem de longe. Agarrada no braço do namorado que conversava com alguns amigos. Ela não sabia ainda o que estava por vir, a vida que teria que abandonar.
Eu não me desculparia por tê-la transformado em um monstro...
Eu lembro que da primeira vez que eu a vi ela estava acompanhada de um amigo muito íntimo ou namorado. Eles estavam indo para uma festa que rolava na casa de alguém, que também deveria estudar com eles. Era só eu ir até lá, invadir seu quarto enquanto ela não estivesse lá e ver o seu uniforme. Fácil, fácil.
Era um garoto. Deveria ter uns dezessete anos e era muito, muito gato. Eu nem precisei entrar na casa, a sua camiseta da escola estava em cima de uma cadeira que estava em frente a escrivaninha e bem a vista em relação a janela. Escola West Lowing.
Se eu tinha dezesseis quando minha primeira vida acabou, quer dizer que ele é um ano mais velho que eu.
Ele deve estar na sala dela e ela deve ser do terceiro ano. Bom, vou dar uma de mais nova, né, mas tudo bem.
Amanhã eu apareceria na escola e ela levaria um susto tremendo. Eu teria que me aproximar, e eu sei que ela também estaria esperando por isso.
Era de madrugada quando eu tentava caçar alguém que caminhasse solitário pelas ruas da cidade.
Passou uma mulher muito magra, e com um cheiro esquisito. Reprovada.
Após algumas horas eu desisti. Essa cidade não era muito movimentada precisava urgentemente voltar para Calaputso.
Minha cidade natal era Deodorus. Foi onde eu nasci e fui transformada.
Foi lá que o caçador me achou e começou a me perseguir.
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Segunda-feira e lá estava eu na secretaria da escola, esperando pela secretária.
Já tinha lhe pedido a papelada para a inscrição. Ela me pediu para minha mãe comparecer a escola durante a minha primeira semana para os pagamentos.
Assinei algumas coisas e ouvi o portão abrindo-se e os alunos entrando alvoroçados.
Vi a minha recém transformada andando devagar de mãos dadas com seu namorado. Ela já estava com a pigmentação da pele mais clara e com os olhos mais fundos. Quanto mais ela ficasse sem beber sangue, pior ela ficaria e mais perigosa seria a sua vida escondida entre os humanos. Logo a perceberiam.
Segui para o pátio e ela me notou. Seus olhos me acompanhavam enquanto eu seguia ao banco mais próximo para sentar-me.
Dou umas olhadas em volta e percebo que não era só ela que me olhava fixa. Um outro garoto do outro lado do pátio também. Ele estava sentado no chão, de casaco preto com capuz e escutando música. Percebi em seus olhos e também eram fundos e sua pele também era bem esbranquiçada.
Tem outro vampiro por aqui, também querendo recém transformados. Não sou a única, como ela também não é.
Sigo na direção dele, ele se assusta e logo abaixa a cabeça.
- Ei, não se assuste. Quem te transformou também estuda aqui?
Ele gaguejou um pouco, como se estivesse medindo suas palavras antes de começar a falar.
- Ele fugiu do caçador a um tempo. E eu não sei como me virar.
- Ele te abandonou por causa do caçador? Fracote... - indago.
Sem dizer mais nada depois, resolvo chamá-lo para o meu clã que eu estava pretendendo fazer.
- Eu te ajudarei. Assim que o sinal bater, na floresta.
- Ok... é... obrigado.
A garota me observava ainda e bem de longe. Agarrada no braço do namorado que conversava com alguns amigos. Ela não sabia ainda o que estava por vir, a vida que teria que abandonar.
Eu não me desculparia por tê-la transformado em um monstro...
Vampire Bites - Capítulo 3
Eu não estou me reconhecendo, como pude ajudar aquela mulher que me transformou em vampira? Eu poderia ter deixado ela morrer, até porque era isso que eu tinha na cabeça desdo momento em que ela me transformou nessa bizarrice. Mas eu não sei, algo em mim não consegue deixar os outros sofrerem nem que seja a pessoa que eu mais deteste na vida. Não sei, acho que poderia ter deixado ela lá, sofrendo, mas senti que precisava da ajuda dela para algo desconhecido ainda. Mas o mais estranho é que parecia que as pessoas nem notavam nada, ficavam passando, olhavam aquela mulher ali agonizando e depois mordendo um cervo, e nem pareciam estar se incomodando, como se vissem aquilo todo dia.
Sei que tem algo estranho com aquela mulher, que ainda quero descobrir, mas só Deus sabe quando vou encontrá-la novamente. Mesmo não gostando nem um pouco dela, espero que seja em breve, pois não conheço ninguém como eu, e nem sei como agir. Depois que ela acabou de sugar todo o sangue do corpo do cervo, não tive tempo de dizer uma pergunta, ela saiu numa velocidade tão rápida que nem vi para onde ela foi, mas sinto que ainda vou vê-la de novo.
==================================================================
Estou próxima da minha casa, mas especificadamente, na frente dela, e simplesmente minha pernas travam. Tenho medo de entrar em casa e não conseguir me controlar, tenho medo do que minha mãe e minha irmã vão achar assim que eu puser o pé dentro de casa, aposto que pensam que eu bati com a cabeça e fiquei louca por ter saído da ambulâncfia daquela maneira. Mas eu não tenho escolha, de qualquer forma ia ter que encarar isso e voltar para casa, não ia poder ficar fugindo, pois nem tenho dinheiro, e também acho que não conseguiria ficar longe da minha família e amigos.
Subo o primeiro degrau, sinto que minhas pernas tremem feito corda bamba parece que a qualquer momento posso cair. Subo os outros três degraus e paro na varanda de frente a porta de entrada. Penso em tocar a campainha, mas prefiro entrar direto, sei que a porta costuma estar encostada.
Seguro a maçaneta e empurro a porta, que range. Olho pela abertura da porta e no hall de entrada não tem ninguém. Mas eu consigo escutar vozes vindo da cozinha e sei que não estão só a minha mãe e minha irmã em casa, tem mais pessoas aqui.
Vou pelo corredor lentamente e com medo dos próximos passos. Sinto aquele cheiro inebriante de sangue. Mas sei que posso me segurar, sempre acontece isso em filmes.
Entro na cozinha e a primeira coisa que acontece é todos os pares de olhos se virando para mim, está minha mãe, minha irmã e mais dois policiais sentados ao redor da mesa. Minha mãe se levanta e vem me abraçar apertadamente, a surpresa nos rostos de todos é inevitável, mas é claro, né, eu sumi do nada para uma floresta.
- Minha filha! - minha mãe diz ainda me apertando - O que aconteceu, você sumiu. Eu estava aqui com os policiais, íamos iniciar uma busca por você na floresta.
A Hillary se levanta, para na porta da cozinha e diz:
- Tipo, eu disse que a Melissa ia aparecer, só sumiu por algumas horas. Agora se fosse eu, aposto que vocês nem iam se abalar. Tenho certeza de que ela não é tão certinha assim.
Minha irmã diz isso e sai da cozinha. Ela é um pouco ciumenta, acha que minha mãe não liga para ela, mas isso não é verdade, e também não sei porque, mas ela tem uma certa raiva de mim só porque eu comecei a namorar o Henry, mas eu não sabia que ela gostava dele.
Começo a escutar o sangue correr pelas veias das pessoas presentes ali na cozinha, aquele cheio que só vampiros conseguem sentir entrou pelo meu nariz. Mas eu sei que consigo me controlar. Me afasto da minha mãe.
- Eu vou ficar bem, não aconteceu nada. - digo isso e vou correndo para o meu quarto.
Mesmo no andar superior eu consigo escutar minha mãe falando para os policias que não sabe o que está acontecendo comigo e depois se despede deles.
Vou para o banheiro e entro em baixo do chuveiro para pensar. Tudo aconteceu tão rápido, ontem eu era uma pessoa normal e com problemas típicos de adolescente e agora sou uma vampira com problemas de sangue e ter que me controlar. E sinto uma raiva por aquela festa, se eu não tivesse sido arrastada para lá por causa da insistência do Henry, aposto que nada disso estaria acontecendo. Eu ainda seria uma pessoa normal.
Saio do banheiro coloco a primeira roupa que vejo pela frente e me jogo na minha cama fofa. Tenho vontade de voltar ao tempo, de nunca ter saído de casa ontem, sinto raiva daquela vampira estúpida e não sei porque ajudei ela. Tenho vontade de jogar tudo longe, mas para não fazer isso e deixar a minha mãe com a certeza de que fiquei louca, aperto tão forte a almofada que ela estoura e voa espuma para tudo quanto é lado do quarto.
Tenho que voltar a minha vida escolar amanhã e sinto que não vai ser um bom dia. E preciso encontrar essa vampira que me transformou, tenho que saber mais sobre mim e sobre o porque ela estava agonizando no meio da rua.
Sei que tem algo estranho com aquela mulher, que ainda quero descobrir, mas só Deus sabe quando vou encontrá-la novamente. Mesmo não gostando nem um pouco dela, espero que seja em breve, pois não conheço ninguém como eu, e nem sei como agir. Depois que ela acabou de sugar todo o sangue do corpo do cervo, não tive tempo de dizer uma pergunta, ela saiu numa velocidade tão rápida que nem vi para onde ela foi, mas sinto que ainda vou vê-la de novo.
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Estou próxima da minha casa, mas especificadamente, na frente dela, e simplesmente minha pernas travam. Tenho medo de entrar em casa e não conseguir me controlar, tenho medo do que minha mãe e minha irmã vão achar assim que eu puser o pé dentro de casa, aposto que pensam que eu bati com a cabeça e fiquei louca por ter saído da ambulâncfia daquela maneira. Mas eu não tenho escolha, de qualquer forma ia ter que encarar isso e voltar para casa, não ia poder ficar fugindo, pois nem tenho dinheiro, e também acho que não conseguiria ficar longe da minha família e amigos.
Subo o primeiro degrau, sinto que minhas pernas tremem feito corda bamba parece que a qualquer momento posso cair. Subo os outros três degraus e paro na varanda de frente a porta de entrada. Penso em tocar a campainha, mas prefiro entrar direto, sei que a porta costuma estar encostada.
Seguro a maçaneta e empurro a porta, que range. Olho pela abertura da porta e no hall de entrada não tem ninguém. Mas eu consigo escutar vozes vindo da cozinha e sei que não estão só a minha mãe e minha irmã em casa, tem mais pessoas aqui.
Vou pelo corredor lentamente e com medo dos próximos passos. Sinto aquele cheiro inebriante de sangue. Mas sei que posso me segurar, sempre acontece isso em filmes.
Entro na cozinha e a primeira coisa que acontece é todos os pares de olhos se virando para mim, está minha mãe, minha irmã e mais dois policiais sentados ao redor da mesa. Minha mãe se levanta e vem me abraçar apertadamente, a surpresa nos rostos de todos é inevitável, mas é claro, né, eu sumi do nada para uma floresta.
- Minha filha! - minha mãe diz ainda me apertando - O que aconteceu, você sumiu. Eu estava aqui com os policiais, íamos iniciar uma busca por você na floresta.
A Hillary se levanta, para na porta da cozinha e diz:
- Tipo, eu disse que a Melissa ia aparecer, só sumiu por algumas horas. Agora se fosse eu, aposto que vocês nem iam se abalar. Tenho certeza de que ela não é tão certinha assim.
Minha irmã diz isso e sai da cozinha. Ela é um pouco ciumenta, acha que minha mãe não liga para ela, mas isso não é verdade, e também não sei porque, mas ela tem uma certa raiva de mim só porque eu comecei a namorar o Henry, mas eu não sabia que ela gostava dele.
Começo a escutar o sangue correr pelas veias das pessoas presentes ali na cozinha, aquele cheio que só vampiros conseguem sentir entrou pelo meu nariz. Mas eu sei que consigo me controlar. Me afasto da minha mãe.
- Eu vou ficar bem, não aconteceu nada. - digo isso e vou correndo para o meu quarto.
Mesmo no andar superior eu consigo escutar minha mãe falando para os policias que não sabe o que está acontecendo comigo e depois se despede deles.
Vou para o banheiro e entro em baixo do chuveiro para pensar. Tudo aconteceu tão rápido, ontem eu era uma pessoa normal e com problemas típicos de adolescente e agora sou uma vampira com problemas de sangue e ter que me controlar. E sinto uma raiva por aquela festa, se eu não tivesse sido arrastada para lá por causa da insistência do Henry, aposto que nada disso estaria acontecendo. Eu ainda seria uma pessoa normal.
Saio do banheiro coloco a primeira roupa que vejo pela frente e me jogo na minha cama fofa. Tenho vontade de voltar ao tempo, de nunca ter saído de casa ontem, sinto raiva daquela vampira estúpida e não sei porque ajudei ela. Tenho vontade de jogar tudo longe, mas para não fazer isso e deixar a minha mãe com a certeza de que fiquei louca, aperto tão forte a almofada que ela estoura e voa espuma para tudo quanto é lado do quarto.
Tenho que voltar a minha vida escolar amanhã e sinto que não vai ser um bom dia. E preciso encontrar essa vampira que me transformou, tenho que saber mais sobre mim e sobre o porque ela estava agonizando no meio da rua.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 2
E lá estava ela. A presa infalível. Ingênua, sem drogas nem álcool no corpo para interromper o processo. Eu necessitava urgentemente de alguém como ela.
Fora fácil atraí-la até meu "esconderijo" e prendê-la no chão com meu poder. Foi ridículo o quanto ela ficou assustada. E ela nem lutou contra. Fora fácil, muito fácil...
=====================================================================
Para ajudá-la a se acostumar, a procurar comida certa, a ajustar seu horário trocado, eu teria que persegui-la. Saber seus passos diurnos e noturnos. Conhecer sua casa, saber se tem entradas não suspeitas e o mais importante. Estudar na mesma escola que ela.
A um tempo que eu não estudava. Acho que uns cinco anos. Ninguém merecia ficar mudando de escola e sempre repetindo as mesmas matérias. Eu lembro de quando eu era humana, à uns seis anos atrás. Era bom e hilariante estudar.
Os amigos e os colegas... enfim, isso era passado e passado deveria ficar para trás. Continuei andando pela floresta a caminho da cidade até eu encontrá-la. Com a boca ensanguentada, sentada num banco e pensativa. Pensamentos negativos.
Onde será que ela estudava? Morava?
Precisava descobrir isso urgentemente. Ela continuou sentada ali. O rosto mirando o chão. As mãos esfregando a boca e o queixo tentando limpar o sangue já ficando seco.
Estava tão perto e ela nem percebera. Pensei que seus instintos já estariam aflorados, mas nada. Ainda bem que nada.
Ela poderia estar desejando a minha morte, mas precisava tanto de ajuda. E ela não poderia regressar e voltar a ser como era. Nunca.
Ela seguiria para casa. Depois de pelo menos uma hora refletindo ela teria que ir para lá. Colo da mãe, do pai, da tia, de sei lá quem seja.
E, como sempre, eu não erro e depois de uma hora ela se levanta se segue pela cidade.
Como era emocionante passar pelas pessoas humanas e sentir as veias pulsando e nenhuma desconfiança em seus olhares, até eu bater com um diferente. Ah, não. A pessoa de que eu fugira minha segunda vida inteira. O... caçador. Ele logo percebeu que eu era uma vampira e com um toque em meu braço eu comecei a surtar. Cai ajoelhada no chão, levando pequenos choques que se espalhavam pelo meu corpo com agilidade. Minha recém-formada se virou e viu quem eu era.
Pensei que ela aproveitaria para me matar, mas algo a mostrou que precisaria de ajuda, então ela resolveu me ajudar. Ela se ajoelhou em frente a mim. Pessoas começaram a nos rondar. Que vontade de mandá-los para longe! E eu mandei, menos ela. Todos saíram de repente sem saberem o que estava acontecendo com eles.
Esse era o meu poder. Ou os obrigava a ficar, ou os expulsava com um só pensamento.
Ela ia me segurar, mas se me tocasse, o veneno que o caçador, que sumira entre a multidão, colocou em mim iria passar para ela também.
- Não! - disse. A voz áspera. - Se fizer isso o veneno também passará para você.
- Ok... - as mãos dela tremeram - o que eu faço então?
- Traga... mu - levei um outro choque. Faltava pouco para chegarem ao meu cérebro e me matarem. Esse veneno era letal.
- Traga oque?
- muito... mu-muito... sangue.
Ela arregalou os olhos e olhou em volta. As pessoas andando normal enquanto eu ficava fraca e meu poder de afastamento ia embora. Logo as pessoas estavam se aproximando devagar. A minha recém-transformada se levantou devagar e saiu correndo em direção a floresta.
- De-de-depressa! - gritei enquanto ela corria.
Seria mais fácil ela matar algum humano, mas se ela preferiu ir atrás de algum cervo na floresta quem a impediria?
Senti as vibrações chegando ao meu cérebro. Aquilo me dizimava. Minha cabeça tremia e a dor era intensa, muito intensa.
A vi chegando de longe. O cervo em suas mãos. Como eu esconderia o cervo das pessoas curiosas?
Tentei ao máximo usar meu poder de afastamento e enfim as pessoas não olhavam mais confusas nem para mim nem para a novata com o cervo.
Ela se aproximou, deixou o cervo ao meu lado e eu comecei a sugá-lo vorazmente.
Urh, a quanto tempo eu não sentia esse gosto amargo que o sangue dos animais tem.
Até que esse deu. Não tinha nem muito sangue como um humano adulto, nem pouco como um bebê mas deu para tirar aquela agonia, aqueles choques, aquela dor de mim e deu para eu mostrar para a minha recém-formada que eu não era do mal. Nem tanto assim...
Se ela não confiasse em mim agora, ela nunca confiaria e acabaria sendo morta pelo caçador em uma esquina qualquer.
Levantei cambaleando um pouco. Ela ainda estava assustada, claro, mas também com muita, muita raiva de mim.
Ela me ajudou a ficar de pé e parar de cambalear. Logo depois disso eu peguei o cervo com as mãos e corri para a floresta para sumir com aquele bicho e poder parar de usar o meu poder.
Assim que voltei a menina continuou parada no meio da rua onde eu de repente houvera caído por causa do caçador. Ele estava com uma arma poderosa nas mãos. Esse veneno que eu não sabia o que era.
O rosto do caçador não sairia da minha cabeça até eu encontrá-lo de novo. Mas eu não iria matá-lo, eu iria transformá-lo no seu maior pesadelo.
Fora fácil atraí-la até meu "esconderijo" e prendê-la no chão com meu poder. Foi ridículo o quanto ela ficou assustada. E ela nem lutou contra. Fora fácil, muito fácil...
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Para ajudá-la a se acostumar, a procurar comida certa, a ajustar seu horário trocado, eu teria que persegui-la. Saber seus passos diurnos e noturnos. Conhecer sua casa, saber se tem entradas não suspeitas e o mais importante. Estudar na mesma escola que ela.
A um tempo que eu não estudava. Acho que uns cinco anos. Ninguém merecia ficar mudando de escola e sempre repetindo as mesmas matérias. Eu lembro de quando eu era humana, à uns seis anos atrás. Era bom e hilariante estudar.
Os amigos e os colegas... enfim, isso era passado e passado deveria ficar para trás. Continuei andando pela floresta a caminho da cidade até eu encontrá-la. Com a boca ensanguentada, sentada num banco e pensativa. Pensamentos negativos.
Onde será que ela estudava? Morava?
Precisava descobrir isso urgentemente. Ela continuou sentada ali. O rosto mirando o chão. As mãos esfregando a boca e o queixo tentando limpar o sangue já ficando seco.
Estava tão perto e ela nem percebera. Pensei que seus instintos já estariam aflorados, mas nada. Ainda bem que nada.
Ela poderia estar desejando a minha morte, mas precisava tanto de ajuda. E ela não poderia regressar e voltar a ser como era. Nunca.
Ela seguiria para casa. Depois de pelo menos uma hora refletindo ela teria que ir para lá. Colo da mãe, do pai, da tia, de sei lá quem seja.
E, como sempre, eu não erro e depois de uma hora ela se levanta se segue pela cidade.
Como era emocionante passar pelas pessoas humanas e sentir as veias pulsando e nenhuma desconfiança em seus olhares, até eu bater com um diferente. Ah, não. A pessoa de que eu fugira minha segunda vida inteira. O... caçador. Ele logo percebeu que eu era uma vampira e com um toque em meu braço eu comecei a surtar. Cai ajoelhada no chão, levando pequenos choques que se espalhavam pelo meu corpo com agilidade. Minha recém-formada se virou e viu quem eu era.
Pensei que ela aproveitaria para me matar, mas algo a mostrou que precisaria de ajuda, então ela resolveu me ajudar. Ela se ajoelhou em frente a mim. Pessoas começaram a nos rondar. Que vontade de mandá-los para longe! E eu mandei, menos ela. Todos saíram de repente sem saberem o que estava acontecendo com eles.
Esse era o meu poder. Ou os obrigava a ficar, ou os expulsava com um só pensamento.
Ela ia me segurar, mas se me tocasse, o veneno que o caçador, que sumira entre a multidão, colocou em mim iria passar para ela também.
- Não! - disse. A voz áspera. - Se fizer isso o veneno também passará para você.
- Ok... - as mãos dela tremeram - o que eu faço então?
- Traga... mu - levei um outro choque. Faltava pouco para chegarem ao meu cérebro e me matarem. Esse veneno era letal.
- Traga oque?
- muito... mu-muito... sangue.
Ela arregalou os olhos e olhou em volta. As pessoas andando normal enquanto eu ficava fraca e meu poder de afastamento ia embora. Logo as pessoas estavam se aproximando devagar. A minha recém-transformada se levantou devagar e saiu correndo em direção a floresta.
- De-de-depressa! - gritei enquanto ela corria.
Seria mais fácil ela matar algum humano, mas se ela preferiu ir atrás de algum cervo na floresta quem a impediria?
Senti as vibrações chegando ao meu cérebro. Aquilo me dizimava. Minha cabeça tremia e a dor era intensa, muito intensa.
A vi chegando de longe. O cervo em suas mãos. Como eu esconderia o cervo das pessoas curiosas?
Tentei ao máximo usar meu poder de afastamento e enfim as pessoas não olhavam mais confusas nem para mim nem para a novata com o cervo.
Ela se aproximou, deixou o cervo ao meu lado e eu comecei a sugá-lo vorazmente.
Urh, a quanto tempo eu não sentia esse gosto amargo que o sangue dos animais tem.
Até que esse deu. Não tinha nem muito sangue como um humano adulto, nem pouco como um bebê mas deu para tirar aquela agonia, aqueles choques, aquela dor de mim e deu para eu mostrar para a minha recém-formada que eu não era do mal. Nem tanto assim...
Se ela não confiasse em mim agora, ela nunca confiaria e acabaria sendo morta pelo caçador em uma esquina qualquer.
Levantei cambaleando um pouco. Ela ainda estava assustada, claro, mas também com muita, muita raiva de mim.
Ela me ajudou a ficar de pé e parar de cambalear. Logo depois disso eu peguei o cervo com as mãos e corri para a floresta para sumir com aquele bicho e poder parar de usar o meu poder.
Assim que voltei a menina continuou parada no meio da rua onde eu de repente houvera caído por causa do caçador. Ele estava com uma arma poderosa nas mãos. Esse veneno que eu não sabia o que era.
O rosto do caçador não sairia da minha cabeça até eu encontrá-lo de novo. Mas eu não iria matá-lo, eu iria transformá-lo no seu maior pesadelo.
Vampire Bites - Capítulo 1
Sou uma recém-transformada.
Isso mesmo, uma vampira recém-transformada. Até pensar parece ser mentira, custei a acreditar, mas o que aconteceu até a pouco tempo não foi nada um sonho, está mais para pesadelo. E tenho ódio de quem fez isso comigo, um ódio mortal.
Tudo começou ontem, quando eu voltava de uma festa sozinha e tarde da noite, pois não tinha quem me trazer em casa e o babaca do meu namorado estava super bêbado quase desmaiando, e eu não ia querer alguém assim atrás de mim, sou uma pessoa que odeio bebidas e cigarros, ou qualquer coisa que faça mal.
Mas voltando ao assunto, eu andava tranquilamente pela estrada Nithuera sem nenhum medo, até porque sei que tem policiamento nessa área e a noite estava clara e limpa, a única coisa estranha e que na cabine da polícia não tinha ninguém, estava escuro e com um vidro quebrado, mas achei que não tinha nada haver, talvez estivessem dando a ronda por aí e o vidro pode ter sido alguém de palhaçada tacando pedras na cabine policial.
Continuei meu caminho normalmente xingando mentalmente o Henry e todos daquela festinha estúpida, mas estava tão imersa em pensamentos que quase tropecei em uma protuberância a minha frente, aquela área estava meio escura então não reparei muito bem, mas assim que pulei aquela coisa eu vi e quase desmaiei...
Era o corpo de uma pessoa, mais especificadamente, o do policial Brad, o que sempre faz a ronda de noite.
Comecei a surtar, tentava chamar ele, tentei ligar para a ambulância e para a polícia mas o meu celular no meio da ligação acabou a bateria. O mais estranho assim que vi o corpo, era que o policial estava pálido e seu corpo meio murcho, tinha feridas no pescoço e um rasto de sangue seguia pela trilha da floresta Nithuera, estremeci, mas por puro impulso fui levada pelo rastro e cada vez mai me aprofundando na mata.
O barulho de insetos zumbia no meu ouvido e eles colavam no meu gloss, mas nada me incomodava. Assim que acabou o rastro de sangue, parei num lugar amplo cheio de árvores em volta de um círculo, simplesmente não sabia onde eu estava, só sei que algo me prendia aquele lugar, tentava me mover mas meus pés estavam colados no chão, e nesse momento escutei uma voz de mulher.
- Hora de ser iniciada, você vai ser a minha novata. - a voz dizia, mas eu não sabia de onde vinha, parecia vir de vário lugares.
O desespero tomava conta de mim, eu estava desprotegida, parada ali sem poder fazer nada. Comecei a gritar, mas ninguém estaria ali aquela hora da noite e muito menos me ouvir no meio da floresta. Minha voz ficou rouca de tanto gritar.
Vi as árvores a redor do círculo se moverem e sabia que algo sairia de lá, talvez a minha morte estaria chegando. Cada vez se aproximando mais, e mais, e o meu coração quase pulava do peito.
Ela saiu da floresta, era uma mulher alta, com uma cor muito pálida para ser de um ser humano normal, seus cabelos eram loiros e compridos que voavam com o vento que batia,seus olhos eram pretos não conseguia distinguir as pupilas e eles transmitiam um ódio intenso. Cada passo dela que se aproximava de mim eu consegui vê-la melhor, ela tinha uma beleza sombria e assustadora que me gelava a espinha.
- Boa noite - ela dizia com sua voz mortífera - e boa morte também.
Quando ela acabou de dizer isso, com uma rapidez desumana, ela avançou em mim, e a última coisa que vi foram seus dentes compridos e finos.
=====================================================================
Foi assim que me transformei nisso, acordei já de manhã no meio da estrada e com um bando de olhos curiosos em cima de mim. Uma ambulância me pegou me levou para dentro do seu carro, minha audição estava estranha, parecia que tudo estava mais alto e os barulhos se confundiam, me sentia meio desnorteada e com uma fome horrível.
Minha mãe se aproximou de mim e começou a me beijar nas bochechas e me abraçar.
- Filha, você deu um susto em todos nós, o Henry disse que você não tinha ficado na festa até o final e quis vir embora.
Namorado idiota, colocar a culpa nele ele não coloca penso.
Comecei a pensar que tudo tinha sido só um pesadelo e que talvez tivesse sido atropelada. Mas aí veio o que eu não esperava.
Um ardor começava a subir pela garganta, parecia que eu tinha comido um vidro inteiro de pimenta, sentia meu corpo quente. E um incontrolável desejo me veio...
Sangue.
Estava rodeada de pessoas com sangue quente correndo pelas veias, e minha mãe ali na minha frente, escutava sua veia batendo e o sangue passando pelo seu corpo. Não conseguia desviar o olhar do seu pescoço.
- Filha está tudo bem? - minha mãe perguntou, mas sua voz soou longe.
Senti que se eu não saísse dali, uma tragédia ia acontecer. Pulei da maca da ambulância e assim que sai dali vi o corpo do policial de ontem sendo levado por uma outra ambulância. E o meu desejo de sangue aumentava.
Corri para dentro da floresta feito uma louca e adquiri uma velocidade que nunca tive na vida, achei que fosse cair. Assim que tive certeza de estar a uma distância segura da minha família e daquelas pessoas, eu parei.
Como eu pude pensar em machucar alguém e esse alguém ainda ser a minha mãe? Isso não pode estar acontecendo comigo pensei. E uma voz na minha cabeça dizia para me alimentar, mas eu não sabia fazer isso. Mas o cervo que passou na minha frente não teve sorte, como que por instinto eu agarrei ele com uma força que não sei de onde veio, e cravei meus dentes que surgiram no pescoço do animal.
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Agora estou aqui, sentada num banco perto do bosque sem saber como voltar para casa depois de tudo isso. Não sei como vai ser a minha vida daqui para frente, aposto que minha mãe e todos que estavam lá vão pensar que eu estava drogada ou algo do tipo por ter saído correndo e ainda para floresta.
Odeio ser vampira. Não gosto de machucar as pessoas e hoje quase fiz isso com uma das pessoas que mais amo. Mas pode ter certeza de que eu vou encontrar essa vampira e vou me vingar dela.
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