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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vampire Bites - Capítulo 2

    E lá estava ela. A presa infalível. Ingênua, sem drogas nem álcool no corpo para interromper o processo. Eu necessitava urgentemente de alguém como ela.
    Fora fácil atraí-la até meu "esconderijo" e prendê-la no chão com meu poder. Foi ridículo o quanto ela ficou assustada. E ela nem lutou contra. Fora fácil, muito fácil...
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    Para ajudá-la a se acostumar, a procurar comida certa, a ajustar seu horário trocado, eu teria que persegui-la. Saber seus passos diurnos e noturnos. Conhecer sua casa, saber se tem entradas não suspeitas e o mais importante. Estudar na mesma escola que ela.
    A um tempo que eu não estudava. Acho que uns cinco anos. Ninguém merecia ficar mudando de escola e sempre repetindo as mesmas matérias. Eu lembro de quando eu era humana, à uns seis anos atrás. Era bom e hilariante estudar.
    Os amigos e os colegas... enfim, isso era passado e passado deveria ficar para trás. Continuei andando pela floresta a caminho da cidade até eu encontrá-la. Com a boca ensanguentada, sentada num banco e pensativa. Pensamentos negativos.
    Onde será que ela estudava? Morava?
    Precisava descobrir isso urgentemente. Ela continuou sentada ali. O rosto mirando o chão. As mãos esfregando a boca e o queixo tentando limpar o sangue já ficando seco.
    Estava tão perto e ela nem percebera. Pensei que seus instintos já estariam aflorados, mas nada. Ainda bem que nada.
    Ela poderia estar desejando a minha morte, mas precisava tanto de ajuda. E ela não poderia regressar e voltar a ser como era. Nunca.
    Ela seguiria para casa. Depois de pelo menos uma hora refletindo ela teria que ir para lá. Colo da mãe, do pai, da tia, de sei lá quem seja.
    E, como sempre, eu não erro e depois de uma hora ela se levanta se segue pela cidade.
    Como era emocionante passar pelas pessoas humanas e sentir as veias pulsando e nenhuma desconfiança em seus olhares, até eu bater com um diferente. Ah, não. A pessoa de que eu fugira minha segunda vida inteira. O... caçador. Ele logo percebeu que eu era uma vampira e com um toque em meu braço eu comecei a surtar. Cai ajoelhada no chão, levando pequenos choques que se espalhavam pelo meu corpo com agilidade. Minha recém-formada se virou e viu quem eu era.
    Pensei que ela aproveitaria para me matar, mas algo a mostrou que precisaria de ajuda, então ela resolveu me ajudar. Ela se ajoelhou em frente a mim. Pessoas começaram a nos rondar. Que vontade de mandá-los para longe! E eu mandei, menos ela. Todos saíram de repente sem saberem o que estava acontecendo com eles.
    Esse era o meu poder. Ou os obrigava a ficar, ou os expulsava com um só pensamento.
    Ela ia me segurar, mas se me tocasse, o veneno que o caçador, que sumira entre a multidão,  colocou em mim iria passar para ela também.
- Não! - disse. A voz áspera. - Se fizer isso o veneno também passará para você.
- Ok... - as mãos dela tremeram - o que eu faço então?
- Traga... mu - levei um outro choque. Faltava pouco para chegarem ao meu cérebro e me matarem. Esse veneno era letal.
- Traga oque?
- muito... mu-muito... sangue.
    Ela arregalou os olhos e olhou em volta. As pessoas andando normal enquanto eu ficava fraca e meu poder de afastamento ia embora. Logo as pessoas estavam se aproximando devagar. A minha recém-transformada se levantou devagar e saiu correndo em direção a floresta.
- De-de-depressa! - gritei enquanto ela corria.
    Seria mais fácil ela matar algum humano, mas se ela preferiu ir atrás de algum cervo na floresta quem a impediria?
    Senti as vibrações chegando ao meu cérebro. Aquilo me dizimava. Minha cabeça tremia e a dor era intensa, muito intensa.
    A vi chegando de longe. O cervo em suas mãos. Como eu esconderia o cervo das pessoas curiosas?
    Tentei ao máximo usar meu poder de afastamento e enfim as pessoas não olhavam mais confusas nem para mim nem para a novata com o cervo.
    Ela se aproximou, deixou o cervo ao meu lado e eu comecei a sugá-lo vorazmente.
    Urh, a quanto tempo eu não sentia esse gosto amargo que o sangue dos animais tem.
    Até que esse deu. Não tinha nem muito sangue como um humano adulto, nem pouco como um bebê mas deu para tirar aquela agonia, aqueles choques, aquela dor de mim e deu para eu mostrar para a minha recém-formada que eu não era do mal. Nem tanto assim...
    Se ela não confiasse em mim agora, ela nunca confiaria e acabaria sendo morta pelo caçador em uma esquina qualquer.
    Levantei cambaleando um pouco. Ela ainda estava assustada, claro, mas também com muita, muita raiva de mim.
    Ela me ajudou a ficar de pé e parar de cambalear. Logo depois disso eu peguei o cervo com as mãos e corri para a floresta para sumir com aquele bicho e poder parar de usar o meu poder.
    Assim que voltei a menina continuou parada no meio da rua onde eu de repente houvera caído por causa do caçador. Ele estava com uma arma poderosa nas mãos. Esse veneno que eu não sabia o que era.
    O rosto do caçador não sairia da minha cabeça até eu encontrá-lo de novo. Mas eu não iria matá-lo, eu iria transformá-lo no seu maior pesadelo.

7 comentários:

  1. Muito bem ,continue assim! Continue a escrever sempre, que dentro em breve colherá os frutos...
    Seguirei seu blog para acom mpanhar sua evolução >:)

    Abraços.

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    1. Obrigada por gostar e começar a seguir nosso blog
      ;]
      Espero que acompanhe a série

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  2. Essa série promete bastante! Gostei principalmente dessa vilã q vc criou. Vou continuar acompanhando o blog. :)

    planetavx.blogspot.com

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    1. Obg por nos seguir e por gostar da história!
      Espero que acompanhe a série
      ;]

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  3. Essa série promete bastante! Gostei principalmente dessa vilã q vc criou. Vou continuar acompanhando o blog. :)

    planetavx.blogspot.com

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  4. Respostas
    1. a história vai ser contada pela vilã, que sou eu (chelsea) e pela recém transformada, minha irmã (charlotte)
      espero que goste da série, estamos com muitos planos para ela!
      ;*

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