E enquanto eu ia acordando devagar, ia me lembrando do dia em que fui transformada...
Tobias conversando comigo meia hora antes de acontecer o fato que me fez ter uma segunda vida.
Seus olhos azuis fascinantes e nada misteriosos, totalmente aberto e super carismático.
Não éramos populares, nem mesmo um pouco conversativos, mas éramos bonitos, não posso mentir.
Tínhamos aquela beleza escondida, que só percebem, mas deixam passar.
- E ai? Vai fazer o que pra tirar notas altas?
Tobias me tirou dos meus pensamentos sobre como somos lindos.
Ri ao perceber isso.
- Nada. Vou repetir mesmo. Que se dane.
- Ai, ai, Mirella, você não tem jeito.
- Não tenho mesmo, e estou feliz assim.
- Ah, é? Eu já estou indo para o terceiro ano e você continua no primeiro.
- É a vida...
Gargalhei.
Nos despedimos, saímos da lanchonete e seguimos caminhos diferentes. Eu fui em frente e parei no ponto de ônibus, ele seguiu para a direita.
Fiquei lembrando de seu rosto e de repente acordo assustada.
Ah, não, não, não, não, não! Meu melhor amigo se tornou o caçador! Como não reconheci o rosto? As feições, o jeito dele?
Olho para o lado e vejo que Lucca dormia suavemente.
O que fez Tobias se tornar uma coisa desse tipo?
Olhei para frente, um computador ligado. Sai da cama e vi as horas. Quatro e pouco da madrugada.
Tinha que sair de lá, encontrar Tobias e fazer ele parar com essa loucura.
Mas antes, precisava me alimentar.
Olhei para trás. Lucca estava sem camisa, de shorts, dormindo tranquilo. Não sentiria nada.
Mas não podia matá-lo, não podia... Eu só iria dar uma mordidinha...
Ele se mexeu e tornou tudo mais difícil. Eu tentei esquivar-me e seguir seu pescoço, mas ai eu percebi que ele já estava ficando fraco e parei. Imediatamente.
Quando me vi, estava na floresta e já tinha matado uns três cervos.
Ainda bem que sai de lá antes dele ter acordado ou de eu tê-lo matado.
Eu precisava ir ao encontro de muitas pessoas, mas preferi só ir pedir esclarecimentos para Tobias.
Como ele pode virar-se tão contra mim?
Eu não podia dizer isso, afinal, ele nem sabia que eu era vampira, até agora.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 11
Eu ainda estou pensando seriamente no assunto de se realmente é melhor eu ir lá amanhã e encontrar aqueles vampiros que nem conheço, não sei nada sobre clã e coisas do tipo e também não sei se realmente é melhor ter um ou não. Não tenho ninguém para me dizer isso, não conheço nenhum vampiro a muito tempo para dizer se são confiáveis, na verdade nem sei se eu mesma sou confiável, já que nunca pensei que pudesse atacar um humano e acabei perdendo o controle de toda a situação.
Hoje quando voltei para o colégio depois daquela floresta, todos os alunos começaram a me olhar estranho, e eu até entendo já que saí feito louca correndo da sala de aula, e minha amiga Julie ficou me fazendo perguntas até eu ficar super irritada, bater na mesa e mandar ela calar a boca, todos do refeitório pararam para olhar para minha cara e da minha amiga. A Julie saiu de lá brava comigo, agora sei que vai ser difícil ela querer voltar a falar comigo de novo, uma das coisas que ela mais odeia é que mandem ela calar a boca, ainda mais vindo da melhor amiga dela. Tentei ligar para casa dela a tarde toda mas o irmão dela dizia que ela não estava em casa, mas eu sei que ela não estava afim de falar comigo.
Ouço uma batida forte vindo da porta da entrada e eu levo um susto. Estou sozinha em casa com a minha irmã e não gosto dela atendendo a porta, mas não adianta eu falar ela nunca me escuta, quando estou no meio da escada a Hillary já está abrindo a porta. A voz que vem da entrada é de um homem que não conheço, e não sei o que faz batendo na porta da casa de alguém as dez e meia da noite.
Chego rápido na porta da entrada e empurro minha irmã para dentro, o cara que está na porta é bem forte e eu na frente dele devo parecer uma formiguinha.
- O que você quer a essa hora, cara? - pergunto olhando para cima tentando encontrar seus olhos e parece que estou olhando para um prédio de cinco andares.
- Tenho ordens de levar você comigo. - ele diz agarrando meu braço e me puxando para fora.
Tento puxar meu braço mas não adianta, o homem é bem mais forte, mesmo usando minha força vampírica. Não sei o que esse homem é, mas se fosse vampiro eu já saberia, e se fosse humano também, mas esse homem não é nem um nem outro e esse desconhecido me arrepia.
- Me solta! Não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.
A Hillary aparece na porta assustada por esse homem estar tentando me tirar de casa a força e tenta me puxar dos braços do homem, mas não adianta nada.
- Hei, deixa minha irmã em paz, nós não te conhecemos e não fizemos nada. Nosso pai é policial e ele não vai gostar de saber disso. - a Hillary diz encarando o cara mas sem soltar o meu braço.
Esse negócio da minha irmã falar do nosso pai ser policial é até verdade, mas seria bem difícil ele chegar a tempo para fazer algo, já que ele está do outro lado do mundo.
- Não tenho medo de humanos - o homem diz, ele tem uma voz de trovão que me dá medo.
O cara estranho se aproxima da minha irmã e encosta um pano no nariz dela, tento impedir a todo custo, mas quando olho, minha irmã já está caída no chão.
- Hillary! Hillary acorda! - tento gritar mas o homem já está me arrastando para dentro de um carro Lamborghini Aventador preto.
Ele me joga no banco traseiro do carro e a tranca. Fico batendo na janela e gritando para ver se alguém me ajuda, mas parece que não há mais tempo de ser ajudada.
- O que você fez com a minha irmã seu brutamonte?!
Um outro cara que não tinha reparado no banco carona, se vira para mim, ele também é grande, mas é careca e tem uma tatuagem no pescoço Ele me responde com um risinho estranho:
- Não precisa se preocupar, sua irmã vai acordar daqui a alguma horas e não vai se lembrar de nada que aconteceu depois que ela atendeu a porta. Esse soro é tão incrível.
Tenho vontade de socar a cara dele e tirar esse risinho idiota do seu rosto feio. Ainda estou preocupada com a minha irmã, a porta não está trancada e ela está caída no chão, qualquer um pode entrar lá em casa e fazer o que bem quiser com ela, inclusive algum vampiro espertinho querer beber seu sangue, espero que não tenha nenhum deles que vivendo pelas regiões perto da minha casa. Minha mãe só chega em casa lá pela manhã pois está de plantão no hospital, então realmente a Hillary está desprotegida.
- Para onde estão me levando hem? Para algum tipo de ritual macabro ou coisa do tipo? - digo cruzando os braços e me encostando no banco - Eu não estou afim de participar de nada assim. E quem é esse cara que mandou me levarem? Estou preocupada com a minha irmã, será que não dá para voltar e só trancar a porta? Hei, algum de vocês está me ouvindo!
O cara careca se vira para mim de novo e diz estreitando os olhos vermelhos que só agora pude reparar:
- Será que dá para você calar essa sua boca. Em breve você vai saber onde estamos indo.
Esse negócio de calar a boca me lembra que estou de mal com a Julie, mas não me permito lembrar disso agora, tenho que saber para que lugar estou indo e que tipo de pessoas eu vou lidar daqui a pouco, mas tenho certeza de que são mais fortes que os vampiros e sinto que é algum tipo de poder maior.
Hoje quando voltei para o colégio depois daquela floresta, todos os alunos começaram a me olhar estranho, e eu até entendo já que saí feito louca correndo da sala de aula, e minha amiga Julie ficou me fazendo perguntas até eu ficar super irritada, bater na mesa e mandar ela calar a boca, todos do refeitório pararam para olhar para minha cara e da minha amiga. A Julie saiu de lá brava comigo, agora sei que vai ser difícil ela querer voltar a falar comigo de novo, uma das coisas que ela mais odeia é que mandem ela calar a boca, ainda mais vindo da melhor amiga dela. Tentei ligar para casa dela a tarde toda mas o irmão dela dizia que ela não estava em casa, mas eu sei que ela não estava afim de falar comigo.
Ouço uma batida forte vindo da porta da entrada e eu levo um susto. Estou sozinha em casa com a minha irmã e não gosto dela atendendo a porta, mas não adianta eu falar ela nunca me escuta, quando estou no meio da escada a Hillary já está abrindo a porta. A voz que vem da entrada é de um homem que não conheço, e não sei o que faz batendo na porta da casa de alguém as dez e meia da noite.
Chego rápido na porta da entrada e empurro minha irmã para dentro, o cara que está na porta é bem forte e eu na frente dele devo parecer uma formiguinha.
- O que você quer a essa hora, cara? - pergunto olhando para cima tentando encontrar seus olhos e parece que estou olhando para um prédio de cinco andares.
- Tenho ordens de levar você comigo. - ele diz agarrando meu braço e me puxando para fora.
Tento puxar meu braço mas não adianta, o homem é bem mais forte, mesmo usando minha força vampírica. Não sei o que esse homem é, mas se fosse vampiro eu já saberia, e se fosse humano também, mas esse homem não é nem um nem outro e esse desconhecido me arrepia.
- Me solta! Não vou a lugar nenhum com você, nem te conheço.
A Hillary aparece na porta assustada por esse homem estar tentando me tirar de casa a força e tenta me puxar dos braços do homem, mas não adianta nada.
- Hei, deixa minha irmã em paz, nós não te conhecemos e não fizemos nada. Nosso pai é policial e ele não vai gostar de saber disso. - a Hillary diz encarando o cara mas sem soltar o meu braço.
Esse negócio da minha irmã falar do nosso pai ser policial é até verdade, mas seria bem difícil ele chegar a tempo para fazer algo, já que ele está do outro lado do mundo.
- Não tenho medo de humanos - o homem diz, ele tem uma voz de trovão que me dá medo.
O cara estranho se aproxima da minha irmã e encosta um pano no nariz dela, tento impedir a todo custo, mas quando olho, minha irmã já está caída no chão.
- Hillary! Hillary acorda! - tento gritar mas o homem já está me arrastando para dentro de um carro Lamborghini Aventador preto.
Ele me joga no banco traseiro do carro e a tranca. Fico batendo na janela e gritando para ver se alguém me ajuda, mas parece que não há mais tempo de ser ajudada.
- O que você fez com a minha irmã seu brutamonte?!
Um outro cara que não tinha reparado no banco carona, se vira para mim, ele também é grande, mas é careca e tem uma tatuagem no pescoço Ele me responde com um risinho estranho:
- Não precisa se preocupar, sua irmã vai acordar daqui a alguma horas e não vai se lembrar de nada que aconteceu depois que ela atendeu a porta. Esse soro é tão incrível.
Tenho vontade de socar a cara dele e tirar esse risinho idiota do seu rosto feio. Ainda estou preocupada com a minha irmã, a porta não está trancada e ela está caída no chão, qualquer um pode entrar lá em casa e fazer o que bem quiser com ela, inclusive algum vampiro espertinho querer beber seu sangue, espero que não tenha nenhum deles que vivendo pelas regiões perto da minha casa. Minha mãe só chega em casa lá pela manhã pois está de plantão no hospital, então realmente a Hillary está desprotegida.
- Para onde estão me levando hem? Para algum tipo de ritual macabro ou coisa do tipo? - digo cruzando os braços e me encostando no banco - Eu não estou afim de participar de nada assim. E quem é esse cara que mandou me levarem? Estou preocupada com a minha irmã, será que não dá para voltar e só trancar a porta? Hei, algum de vocês está me ouvindo!
O cara careca se vira para mim de novo e diz estreitando os olhos vermelhos que só agora pude reparar:
- Será que dá para você calar essa sua boca. Em breve você vai saber onde estamos indo.
Esse negócio de calar a boca me lembra que estou de mal com a Julie, mas não me permito lembrar disso agora, tenho que saber para que lugar estou indo e que tipo de pessoas eu vou lidar daqui a pouco, mas tenho certeza de que são mais fortes que os vampiros e sinto que é algum tipo de poder maior.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 10
O garoto que eu achei um gato também tinha estilo e sabia muito bem mexer com armas.
Ele pegou a chave no canto onde as armas ficavam e depois pegou alguns revólveres, uns três.
Colocou também algumas balas dentro antes checando bem. Ainda bem que aquelas eram as normais, para humanos ou só para machucar um vampiro.
Seguiu em minha direção, me soltou e colocou dois revólveres nos bolsos. Um em cada.
- Toma, esse fica com você. Consegue andar?
Não conseguia o responder, nem sentia a minha garganta, quem diria as pernas.
- Afinal, para que as armas?
Um fio de voz saiu enquanto eu tentava me levantar e de repente quase cai, desequilibrada, mas ele me segurou antes.
- Obrigada.
Fiquei de pé ainda me apoiando no ombro do lindo e maravilhoso herói e salvador da pátria... que eu ainda não sabia o nome.
- Eu vou levar essas armas caso os seus sequestradores tentem tirá-la de mim.Vou te levar a um local seguro.
Que... adorável. A muito tempo alguém não era adorável comigo.
E eu precisava de sangue, e eu estava muito perto dele...
- Onde seria seguro para mim?
Nós já estávamos fechando a caverna e o tempo ficando turvo, deveriam ser umas seis da tarde.
- Minha casa.
Com isso eu tinha que concordar. Muitos seguranças, cães raivosos. Fora difícil só chegar em seu quarto para ver o nome da escola.
Chegando lá, ele tentou me esconder do pai. Me deixou sentada na escada da varanda e seguiu para a sala, enganar o pai para poder me levar ao seu quarto.
Deitei na sua cama macia e ele levou um prato com alguma comida de humano.
- Não, obrigada.
Disse meio que magoada. Eu precisava comer, mas não isso.
- Você precisa comer.
Fiquei desconfiada. Bondade demais para uma pessoa que faz festinhas todas as noites e que é popular.
Esse tipo de pessoa não é assim.
- O que você quer comigo, hein?
Ele murchou.
Sentei e cruzei os braços. Ele largou o prato na mesa de cabeçeira e se sentou na beira da cama.
- Eu te vi na escola. Não sou o que os outros pensam. Eu só quero te ajudar.
- Nada em troca? Não estou em situações de dar algo em troca. Sem grana, sem forças e sem humor e gratidão.
Ele riu. Seu riso era intenso e sufocante. Lindo, perfeito.
- Não quero nada em troca. Mas eu preciso saber o seu nome, não?
- Mirella.
- Prazer, Lucca.
Fiquei em silêncio. Quando tentei fechar meus olhos para dormir, ele resolveu criar mais um assunto.
- Então... vamos estudar na mesma escola, né. É de qual ano?
- Primeiro ano, não sou muito de estudar, repeti.
Ele riu.
- Ok, então... durma bem depois resolvemos o negócio com a sua família, a tranquilizamos.
Ri internamente. Quando acordasse resolveria alguma maneira de fugir dali sem ter que falar com ele nada sobre isso.
Pensei no garoto. Quase que rezei para que ele não morresse. Na certeza de que minha recém transformada o encontrasse e ajudasse.
Um dia eles teriam que aprender a se virar sozinhos. Não dá para depender sempre de mim.
Ele pegou a chave no canto onde as armas ficavam e depois pegou alguns revólveres, uns três.
Colocou também algumas balas dentro antes checando bem. Ainda bem que aquelas eram as normais, para humanos ou só para machucar um vampiro.
Seguiu em minha direção, me soltou e colocou dois revólveres nos bolsos. Um em cada.
- Toma, esse fica com você. Consegue andar?
Não conseguia o responder, nem sentia a minha garganta, quem diria as pernas.
- Afinal, para que as armas?
Um fio de voz saiu enquanto eu tentava me levantar e de repente quase cai, desequilibrada, mas ele me segurou antes.
- Obrigada.
Fiquei de pé ainda me apoiando no ombro do lindo e maravilhoso herói e salvador da pátria... que eu ainda não sabia o nome.
- Eu vou levar essas armas caso os seus sequestradores tentem tirá-la de mim.Vou te levar a um local seguro.
Que... adorável. A muito tempo alguém não era adorável comigo.
E eu precisava de sangue, e eu estava muito perto dele...
- Onde seria seguro para mim?
Nós já estávamos fechando a caverna e o tempo ficando turvo, deveriam ser umas seis da tarde.
- Minha casa.
Com isso eu tinha que concordar. Muitos seguranças, cães raivosos. Fora difícil só chegar em seu quarto para ver o nome da escola.
Chegando lá, ele tentou me esconder do pai. Me deixou sentada na escada da varanda e seguiu para a sala, enganar o pai para poder me levar ao seu quarto.
Deitei na sua cama macia e ele levou um prato com alguma comida de humano.
- Não, obrigada.
Disse meio que magoada. Eu precisava comer, mas não isso.
- Você precisa comer.
Fiquei desconfiada. Bondade demais para uma pessoa que faz festinhas todas as noites e que é popular.
Esse tipo de pessoa não é assim.
- O que você quer comigo, hein?
Ele murchou.
Sentei e cruzei os braços. Ele largou o prato na mesa de cabeçeira e se sentou na beira da cama.
- Eu te vi na escola. Não sou o que os outros pensam. Eu só quero te ajudar.
- Nada em troca? Não estou em situações de dar algo em troca. Sem grana, sem forças e sem humor e gratidão.
Ele riu. Seu riso era intenso e sufocante. Lindo, perfeito.
- Não quero nada em troca. Mas eu preciso saber o seu nome, não?
- Mirella.
- Prazer, Lucca.
Fiquei em silêncio. Quando tentei fechar meus olhos para dormir, ele resolveu criar mais um assunto.
- Então... vamos estudar na mesma escola, né. É de qual ano?
- Primeiro ano, não sou muito de estudar, repeti.
Ele riu.
- Ok, então... durma bem depois resolvemos o negócio com a sua família, a tranquilizamos.
Ri internamente. Quando acordasse resolveria alguma maneira de fugir dali sem ter que falar com ele nada sobre isso.
Pensei no garoto. Quase que rezei para que ele não morresse. Na certeza de que minha recém transformada o encontrasse e ajudasse.
Um dia eles teriam que aprender a se virar sozinhos. Não dá para depender sempre de mim.
Vampire Bites - Capítulo 9
Os passos estavam cada vem mais perto.
Quem saiu do meios das longas árvores foram duas pessoas, ou melhor, eram dois vampiros. Nossos instintos vampíricos sabem decifrar um vampiro a alguma distância e acho que esses dois conseguiram me sentir e o Henry também, que nesse momento já deve ter voltado para o colégio ou para qualquer outro lugar, só espero que não esteja atacando pessoas na rua e saindo em algum noticiário ao vivo.
O que saiu na frente era um garoto, ele tem olhos cor de esmeralda e cabelo castanho escuro na altura do queixo, e a franja que escapa detrás da sua orelha deixa ele mais lindo do que já é. Está vestindo uma calça escura e camisa de manga verde exatamente da mesma cor que os olhos. E a outra pessoa que saiu da floresta é uma garota magra com olhos esbugalhados cinzas e cabelo loiro escuro preso num rabo de cavalo meio desfeito.
- Me desculpe se atrapalhei o casal se agarrando na floresta. - digo para eles que continuam parados no mesmo lugar.
- O que você está fazendo aqui? - o garoto pergunta com a voz irritada - Aqui é nosso lugar de caça, mais nenhum outro vampiro pode caçar por aqui.
- Como assim? Vocês por um acaso compraram a floresta ou o que?
Como um bando de estranhos pode chegar se achando assim. Quem eles pensam que são, algum tipo de vampiros mandões?
- Ela é novata - a garota diz revirando os olhos.
- Acabei de notar isso - o garoto diz e se vira para olhar nos meus olhos, isso me deixa um pouco vermelha, mas não desvio os olhos - Esse lugar é do clã Phortinalli e ninguém mais pode ultrapassar aqui, ok?
Consigo desgrudar os olhos dos dele e digo indignada:
- Como assim, que negócio é esse de clã? Eu não estou afim de obedecer a vampiros que nem sei se são confiáveis.
A garota bufa empurra o garoto para o lado e fica na minha frente. Ela tem aquela aparência de garota arrogante que me lembra a Carrie, e já começo a não ir com a cara dela.
- Quem te transformou acho que não estava tão interessada em ter mais um para o clã, pois sempre quem transforma uma outra pessoas leva ela para o seu clã, com o intuito de ficar mais fortes e ser o grupo de vampiros mais poderosos. E pelo visto você está sem ninguém.
Eu já escutei aquela vampira que me transformou falar sobre clã com aquele garoto hoje na hora da entrada do colégio, mas nem me liguei no que poderia ser. Agora só falta essa, ser vampira e ainda deslocada sem um grupo. Mas quer saber, eu acho que aquela vampira maníaca não tinha clã nenhum, ela nunca me disse nada do tipo, e olha que ela tem cara de ser esperta e a primeira coisa que faria seria me chamar para seu clã se tivesse um.
- Mas quem me transformou não tinha um clã - digo incerta.
Eles me analisam e a garota diz novamente:
- Acho que ela poderia entrar para o nosso clã. Parece ser forte.
- Claro que não dá para levarmos ela, Jessica, não foi transformada por nenhum de nós - o garoto diz apontando para mim enquanto falava.
- Mas quem transformou ela não tem um clã, então pelas regras podemos sim levá-la.
- Eu não sei, temos que falar com o Rerring.
- Ei, dá para falarem de mim, estou aqui e nem sei se quero clã algum.
A garota cruza os braços e parece que ela está sempre irritada, mas acho que ela realmente está.
- Acho que você não vai querer ficar sem um clã. Nos encontre amanhã as quatro horas no Express Lunch, nós precisamos conversar.
Ela diz isso e depois os dois somem tão rápido que nem sei que lado tomaram. E nem sei se o melhor é ter um clã ou não. Mas estou tão sozinha, e acho que uma companhia de vampiros não seria tão ruim, já que aquela vampira me largou mesmo.
Agora é melhor voltar para o colégio e encarar todos os olhares desconfiados.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Vampire Bites - Capítulo 8
Acordo meio zonza. Vejo tudo escuro a minha frente. Meus olhos demoram a se adaptarem a luz fraca.
Vejo vultos passarem na minha frente e de repente reconheço a forma de seu corpo.
Alto, forte, musculoso, ombros largos. Era o caçador.
- Você não se lembra que foi sequestrada? Sua face diz que está assustada - ele disse isso e eu me lembrei imediatamente do dia anterior ou de algumas horas anteriores.
- Você não me matou por quê?
Minha voz falhava e eu só pensava no quanto a voz do caçador combinava perfeitamente com a do meu melhor amigo que deixei para trás.
- Quero tirar ainda algumas informações de você.
- Por que me deixou viva? Vai me torturar até contar alguma coisa? Eu sei que você pode fazer isso. Alguns vampiros já fugiram daqui por sua causa.
Ops, deixei escapulir. Era melhor ele ir atrás desse outro vampiro e nos deixar em paz. É só eu iludi-lo até ele ir atrás do outro.
- Eu sei. O garoto já contou tudo e já o deixei ir embora. Agora me diz uma coisa, tá mesmo querendo fazer um clã? Recém transformados? Eu vi aquela garota recém transformada te ajudar naquele dia e transformar alguém hoje.
Ele se aproximou da minha orelha e sussurrou.
- Eu odeio a sua raça. Não conseguem fazer nada sozinhos. Eu ouvi você dizer... bem assim... clã.
Fiquei possessa. Quando ia tentar esticar meus braços para enforcá-lo ou apenas arrancar um pedaço dele com meus dentes, percebo que estou toda acorrentada, sentada no canto longe das armas conservadas em um local mais iluminado onde a mulher caçadora assistia tudo sentada numa cadeira de braços cruzados com seu riso enciumado no rosto.
Que raiva.
- Que inferno! - grito escandalosamente esperando alguém do lado de fora da caverna ouvir e ir me salvar.
Os dois caíram na gargalhada.
- Como vocês podem ser tão imbecis! Deixaram o garoto fugir e ir contar para o meu clã todo que estou aqui. E vocês estão juntos então por quê? Não estão se ajudando também? Também não são um clã?
Começou a ilusão. Mas eles nem me deram ouvidos.
Eles logo sessaram os risos, mas eu percebi que a mulher era bem mais experiente que o cara.
- Vampiros sempre tentam iludir - ela se levantou da cadeira e seguiu de braços cruzados em nossa direção.
- Não estou falando nenhuma mentira.
Minha voz pareceu falhar.
O caçador se levantou e seguiu para o local onde ficavam as armas.
- Vamos encontrar esse garoto e matar logo ele.
Ele pegou um fuzil e colocou dentro do bolso da capa umas balas diferentes, meio vermelhas com um brilho azulado.
Gelei por dentro e consegui ver a saída da caverna onde ficava. Mas eu não tinha como sair de lá, presa como eu estava.
A mulher ia ficar lá, ele até a alertou para ficar tomando conta de mim, mas ela resolveu segui-lo, abrindo a porta da caverna dizendo:
- Aquele garoto não sabe fazer nada sozinho. Vai acabar matando um humano.
======================================================================
Fiquei lá sentada durante alguns minutos que se tornaram horas. O caçador deveria estar tratando de caçar muito bem o garoto. Espero que ele esteja sã e salvo em algum lugar bem longe.
Espero que o caçador não o encontre.
De repente ouço a porta - ou uma tábua enorme que tampava a saída e deixava a caverna ainda mais escura - abrindo. Entra alguém e pergunta uma coisa em voz alta.
- Tem alguém ai? - a voz soava como a de alguém muito curioso que perambulava pela floresta atrás de aventuras.
- Me... ajude - disse. A voz falhava. Já fazia muito tempo que eu não via sangue.
O garoto entrou assustado, percebendo que ali era um tipo de cativeiro. Viu-me acorrentada ao chão e fraca.
Aproximou-se de mim. O corpo suado, camiseta com os braços de fora e uma calça e tênis de corrida.
Descobri a aventura que ele fazia na floresta. Treinava.
Senti o cheiro de seu sangue e a sua pulsação bem próximas de mim. Meus olhos foram se acostumando ao ambiente mais claro devido a porta aberta.
O garoto era o mesmo que eu tinha ido "visitar" na noite anterior.
Vejo vultos passarem na minha frente e de repente reconheço a forma de seu corpo.
Alto, forte, musculoso, ombros largos. Era o caçador.
- Você não se lembra que foi sequestrada? Sua face diz que está assustada - ele disse isso e eu me lembrei imediatamente do dia anterior ou de algumas horas anteriores.
- Você não me matou por quê?
Minha voz falhava e eu só pensava no quanto a voz do caçador combinava perfeitamente com a do meu melhor amigo que deixei para trás.
- Quero tirar ainda algumas informações de você.
- Por que me deixou viva? Vai me torturar até contar alguma coisa? Eu sei que você pode fazer isso. Alguns vampiros já fugiram daqui por sua causa.
Ops, deixei escapulir. Era melhor ele ir atrás desse outro vampiro e nos deixar em paz. É só eu iludi-lo até ele ir atrás do outro.
- Eu sei. O garoto já contou tudo e já o deixei ir embora. Agora me diz uma coisa, tá mesmo querendo fazer um clã? Recém transformados? Eu vi aquela garota recém transformada te ajudar naquele dia e transformar alguém hoje.
Ele se aproximou da minha orelha e sussurrou.
- Eu odeio a sua raça. Não conseguem fazer nada sozinhos. Eu ouvi você dizer... bem assim... clã.
Fiquei possessa. Quando ia tentar esticar meus braços para enforcá-lo ou apenas arrancar um pedaço dele com meus dentes, percebo que estou toda acorrentada, sentada no canto longe das armas conservadas em um local mais iluminado onde a mulher caçadora assistia tudo sentada numa cadeira de braços cruzados com seu riso enciumado no rosto.
Que raiva.
- Que inferno! - grito escandalosamente esperando alguém do lado de fora da caverna ouvir e ir me salvar.
Os dois caíram na gargalhada.
- Como vocês podem ser tão imbecis! Deixaram o garoto fugir e ir contar para o meu clã todo que estou aqui. E vocês estão juntos então por quê? Não estão se ajudando também? Também não são um clã?
Começou a ilusão. Mas eles nem me deram ouvidos.
Eles logo sessaram os risos, mas eu percebi que a mulher era bem mais experiente que o cara.
- Vampiros sempre tentam iludir - ela se levantou da cadeira e seguiu de braços cruzados em nossa direção.
- Não estou falando nenhuma mentira.
Minha voz pareceu falhar.
O caçador se levantou e seguiu para o local onde ficavam as armas.
- Vamos encontrar esse garoto e matar logo ele.
Ele pegou um fuzil e colocou dentro do bolso da capa umas balas diferentes, meio vermelhas com um brilho azulado.
Gelei por dentro e consegui ver a saída da caverna onde ficava. Mas eu não tinha como sair de lá, presa como eu estava.
A mulher ia ficar lá, ele até a alertou para ficar tomando conta de mim, mas ela resolveu segui-lo, abrindo a porta da caverna dizendo:
- Aquele garoto não sabe fazer nada sozinho. Vai acabar matando um humano.
======================================================================
Fiquei lá sentada durante alguns minutos que se tornaram horas. O caçador deveria estar tratando de caçar muito bem o garoto. Espero que ele esteja sã e salvo em algum lugar bem longe.
Espero que o caçador não o encontre.
De repente ouço a porta - ou uma tábua enorme que tampava a saída e deixava a caverna ainda mais escura - abrindo. Entra alguém e pergunta uma coisa em voz alta.
- Tem alguém ai? - a voz soava como a de alguém muito curioso que perambulava pela floresta atrás de aventuras.
- Me... ajude - disse. A voz falhava. Já fazia muito tempo que eu não via sangue.
O garoto entrou assustado, percebendo que ali era um tipo de cativeiro. Viu-me acorrentada ao chão e fraca.
Aproximou-se de mim. O corpo suado, camiseta com os braços de fora e uma calça e tênis de corrida.
Descobri a aventura que ele fazia na floresta. Treinava.
Senti o cheiro de seu sangue e a sua pulsação bem próximas de mim. Meus olhos foram se acostumando ao ambiente mais claro devido a porta aberta.
O garoto era o mesmo que eu tinha ido "visitar" na noite anterior.
Vampire Bites - Capítulo 7
Como eu pude me descontrolar a esse ponto? Logo eu que jurava que nunca machucaria um ser humano, me sinto culpada e arrependida, eu sei que o Henry não foi lá muito generoso comigo, mas era só largar ele para lá e seguir com a minha vida. Mas acho que estava com tanta raiva, que surgiu uma força não sei de onde, e eu o empurrei, mas não era para ser tão forte, e quando aquele sangue escorreu, eu não resisti, estava com muita fome.
Eu nuca me imaginei nessa cena, arrastando um corpo para o meio de uma floresta e tendo que dar um jeito nele, não quero matar o Henry, mas também não sei como ajudá-lo se ele for um vampiro, eu sou uma recém-transformada e não sei me controlar direito. Aquela vampira maníaca me deixou sozinha nessa, e nem sei o nome nela.
Chego perto do lago e jogo o corpo ali na beirada, aproveito para molhar a minha boca suja de sangue e limpar o pescoço do Henry. Resolvi deixar ele viver, mas vai ficar por conta própria, não quero um ex-namorado vampiro chato me perseguindo, e ainda não engoli o que ele fez comigo, e também não me importo de que aquela vampira fique com raiva de mim por ter largado ele ali, mas não estou nem aí, já me cansei dela me dando ordens e de sempre fazer as vontades dela.
O Henry começa a abrir os olhos devagar e depois de abri-los totalmente ele se senta assustado tentando entender o que ele faz ali naquela floresta e perto do rio. Ele finalmente me olha e chega para trás se arrastando na grama assustado. Acho que ele está se lembrando do que aconteceu.
- O que... o que eu estou fazendo aqui? - ele pergunta olhando ao redor. - e porque o som de tudo está mais auto do que o normal? E você, o que você fez comigo? - ele me lança um olhar acusador.
Eu cruzo os braços e fico andando de um lado para o outro como um general de exército.
- Nossa, quantas perguntas e apenas três palavras de resposta - digo parando em frente a ele mas ainda com os braços cruzados. - Nós somos vampiros.
O Henry com alguma dificuldade consegue se levantar segurando-se numa árvore próxima.
- O quê?! - ele pergunta tão alto que o som ecoa pela floresta e fazem os pássaros ao redor saírem voando.
- É isso mesmo que você ouviu queridinho, você é um vampiro recém-criado por mim, sei que perdi o controle e te mordi, não queria fazer isso. Mas enfim, você precisa se alimentar, em breve você vai sentir um ardor insuportável na garganta e eu não quero que você ataque um aluno inocente na escola.
Eu sei que o que disse é até um pouco irônico, já que eu a pouco tempo atrás ataquei um aluno no pátio do colégio, mas ele não era inocente. E eu falando com ele parece até que sou uma vampira experiente, o que não sou, não tenho nem uma semana transformada.
- Você andou fumando alguma coisa Melissa? Por que acho que não está nem um pouco bem da cabeça e... O que é isso... queimando? - ele pergunta segurando a garganta como se adiantasse algo.
Eu dou um risinho superior e respondo:
- Eu te disse que o ardor ia começar - olho ao redor em busca de algum animal a vista - Está vendo aquele coelho ali atrás da árvore? Vai até lá e deixe que seus instintos se aflorem.
- Isso é nojento - ele diz meio indeciso.
- Sei que é, mas se você quiser morrer, eu não vou me sentir culpada, já te deixei viver e se morrer a culpa vai ser sua.
Ele deu uma pensada rápida e quando eu nem esperava, ele avançou no coelho e cravou seus dentes pontudos no animal.
Enquanto ele se alimentava do coelho, ouvi som de folhas e passos se aproximando. Eu não sei quem pode ser essa hora da manhã no meio da floresta. Mas para não arriscar, mandei o Henry ir embora dali, já que ele estava com a boca suja de sangue e não daria tempo dele ir até o lago e voltar sem quem quer que seja aparecer. Não sei porque não saí dali também, acho que pelo fato de estar curiosa para saber quem é que sairia dali da floresta. Permaneci parada no mesmo lugar, só esperando para ver o que viria pela frente.
Eu nuca me imaginei nessa cena, arrastando um corpo para o meio de uma floresta e tendo que dar um jeito nele, não quero matar o Henry, mas também não sei como ajudá-lo se ele for um vampiro, eu sou uma recém-transformada e não sei me controlar direito. Aquela vampira maníaca me deixou sozinha nessa, e nem sei o nome nela.
Chego perto do lago e jogo o corpo ali na beirada, aproveito para molhar a minha boca suja de sangue e limpar o pescoço do Henry. Resolvi deixar ele viver, mas vai ficar por conta própria, não quero um ex-namorado vampiro chato me perseguindo, e ainda não engoli o que ele fez comigo, e também não me importo de que aquela vampira fique com raiva de mim por ter largado ele ali, mas não estou nem aí, já me cansei dela me dando ordens e de sempre fazer as vontades dela.
O Henry começa a abrir os olhos devagar e depois de abri-los totalmente ele se senta assustado tentando entender o que ele faz ali naquela floresta e perto do rio. Ele finalmente me olha e chega para trás se arrastando na grama assustado. Acho que ele está se lembrando do que aconteceu.
- O que... o que eu estou fazendo aqui? - ele pergunta olhando ao redor. - e porque o som de tudo está mais auto do que o normal? E você, o que você fez comigo? - ele me lança um olhar acusador.
Eu cruzo os braços e fico andando de um lado para o outro como um general de exército.
- Nossa, quantas perguntas e apenas três palavras de resposta - digo parando em frente a ele mas ainda com os braços cruzados. - Nós somos vampiros.
O Henry com alguma dificuldade consegue se levantar segurando-se numa árvore próxima.
- O quê?! - ele pergunta tão alto que o som ecoa pela floresta e fazem os pássaros ao redor saírem voando.
- É isso mesmo que você ouviu queridinho, você é um vampiro recém-criado por mim, sei que perdi o controle e te mordi, não queria fazer isso. Mas enfim, você precisa se alimentar, em breve você vai sentir um ardor insuportável na garganta e eu não quero que você ataque um aluno inocente na escola.
Eu sei que o que disse é até um pouco irônico, já que eu a pouco tempo atrás ataquei um aluno no pátio do colégio, mas ele não era inocente. E eu falando com ele parece até que sou uma vampira experiente, o que não sou, não tenho nem uma semana transformada.
- Você andou fumando alguma coisa Melissa? Por que acho que não está nem um pouco bem da cabeça e... O que é isso... queimando? - ele pergunta segurando a garganta como se adiantasse algo.
Eu dou um risinho superior e respondo:
- Eu te disse que o ardor ia começar - olho ao redor em busca de algum animal a vista - Está vendo aquele coelho ali atrás da árvore? Vai até lá e deixe que seus instintos se aflorem.
- Isso é nojento - ele diz meio indeciso.
- Sei que é, mas se você quiser morrer, eu não vou me sentir culpada, já te deixei viver e se morrer a culpa vai ser sua.
Ele deu uma pensada rápida e quando eu nem esperava, ele avançou no coelho e cravou seus dentes pontudos no animal.
Enquanto ele se alimentava do coelho, ouvi som de folhas e passos se aproximando. Eu não sei quem pode ser essa hora da manhã no meio da floresta. Mas para não arriscar, mandei o Henry ir embora dali, já que ele estava com a boca suja de sangue e não daria tempo dele ir até o lago e voltar sem quem quer que seja aparecer. Não sei porque não saí dali também, acho que pelo fato de estar curiosa para saber quem é que sairia dali da floresta. Permaneci parada no mesmo lugar, só esperando para ver o que viria pela frente.
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