Não fui para a sala de aula naquele dia. Era óbvio que eu não iria, nem estava por completa matriculada naquela escola.
Levei aquele garoto para o meio da floresta que tinha atrás do colégio como combinado e matei um cervo para ele poder se alimentar. Eu já estava voltando para a escola quando vejo minha recém transformada mordendo aquele garoto que ela estava agarrada mais cedo no pátio.
- Dá pra parar?! Louca! Ele não serve! - grito enquanto puxava seus cabelos e seus ombros a forçando a parar.
O garoto estava desmaiado no chão com os braços arranhados e a cabeça deveria ter batido com impacto na parede. Ela se mostrou capaz de ser bem forte.
- Não serve? Como assim? - ela diz com a boca repleta de sangue enquanto se levantava e deixava o corpo quase sem sangue largado no chão ainda desacordado.
Cruzo meus braços, dou meia volta, coloco uma mão na testa e esfrego, tentando pensar.
- Agora mata ele, ué! Acaba logo com isso, não quero um recém transformado mongol para o meu clã!
Ela me olha com os olhos arregalados enquanto limpava o sangue da boca com os pulsos.
- Não... não tenho coragem.
Me bastava uma lerda. Agora tem ele também.
- Ok, então, se vire. Você que vai tomar conta dele, ensinar tudo, porque eu me recuso. Pegue logo o corpo, daqui a pouco ele vai acordar com fome. Leve-o até o lago.
- Mas...
- A-go-ra! Livre-se disso! Tire-o daqui antes que alguém o veja!
Ela assentiu com a cabeça e o pegou por de trás pelos braços e o puxou o arrastando pelo chão.
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Eu terminei de assinar alguns papéis na escola e fui me encontrar com o garoto novamente.
- Ei! Psiu! - sussurrei enquanto me aproximava dele que estava sentado numa pedra.
Ele tremia que nem um liquidificador e sacudia as pernas batendo os pés com força no chão.
- O que houve?
Ele olhou por de trás do meu ombro enquanto me aproximava dele.
- Uma... armadilha. Do caçador - disse a mim mesma.
Virei-me e vi seus olhos azuis brilhando forte. Sua capa com capuz tampavam o seu rosto como a do garoto.
Ele tirou algum tipo de sacola de dentro do bolso da capa e tirou a fita com agilidade que a mantinha fechada.
Tentei ser mais ágil e cobri o meu rosto com os meus braços.
- Você só sabe se defender com isso? - pausei para tossir ao ver que o pó conseguiu chegar as minhas narinas. - Pó sem graça! - disse gritando.
- Um pó tão sem graça que pode te matar - sua voz soava como a de um animal ferido uivando por ajuda.
Lembrei-me do garoto. Ele também era vampiro.
- Garoto, você está bem? Se proteja também!
Virei-me e vi que ele já estava desmaiado. Esse pó não era tão poderoso quanto o outro, mas quem sabe ele só não agia tão rapidamente.
Quando eu ia virar-me de volta ao caçador sinto alguém segurando-me por de trás, cruzando os braços rígidos mas magrelos em torno do meu peito e depois virando-me para cair no chão.
- Não é de bom tom bater ou empurrar as damas - disse ao caçador, mas não conseguia abrir os olhos, o pó os fazia arder intensamente.
Só vejo alguém cruzar os braços a minha frente e sorrir maliciosamente soltando uma gargalhada.
- Mas essa regra só serve para homens...
Uma voz sensual de mulher ecoou pela floresta. Sua risada era sinistra e ainda me apavorava.
Tentei me levantar, apoiando as palmas da mão no solo úmido da floresta, mas eu senti a mesma coisa que meu companheiro também deve ter sentido. Um enjoo terrível que me fez cair no sono.
sua certinhaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluirsó posta as quartas-feiras....
Agora é uma caçadora... :-D
ResponderExcluirTô gostando da série, e torcendo para o ex namorado morrer (rsrsrs)
planetavx.blogspot.com
nós escrevemos meio q separadas, então não sei oq vai rolar no proximo post da minha irmã...
Excluir;]
será q ele vai morrer?
até eu não sei
rs