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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Vampire Bites - Capítulo 5

    Eu não sei o que aquela vampira que me transformou faz aqui, nesse colégio, e eu achando que nada poderia ficar pior. Parece que os problemas me perseguem para onde quer que eu vá, e eu não aguento mais conviver com isso, e não me alimento desde aquele cervo ontem e a fome cada vez cresce dentro de mim. Minha vontade era nem de vir mais ao colégio e nem voltar nessa cidade, mas acho que não aguentaria  ficar muito longe da minha família, e tenho que tentar ser o mais normal possível, e essa minha pele cada vez mais pálida e esse meus olhos cada vez mais fundos, não estão ajudando muito.
    Todos que passam, olham para a minha cara um pouco assustados, aposto que eles devem estar pensando assim Como essa patricinha que não sai sem maquiagem e é uma das mais populares do colégio pode vir com essa cara para a escola? Mas eu realmente não tive vontade nenhuma de me arrumar hoje, se pudesse viria de pijama para completar essa minha aparência horrível saída de um filme de terror.
    Depois de finalmente conseguir largar o Henry e dizer mais de mil vezes que eu estava bem - na medida do possível - eu notei que aquela vampira conversava com Phillip - um aluno que entrou faz uma semana no colégio e é do tipo todo estranho, só agora eu consigo ver que ele é um vampiro também, ou se não é, parece muito - e eu não sei do que eles falam, mas é em um som baixo - sei que agora tenho super audição, mas não consigo entender pois estou fraca demais sem sangue - , mas a aparência do garoto é um pouco assustada, acho que essa mulher consegue assustar qualquer um.
    O sinal toca e eu levo um susto. E acho que aquela vampira e o Phillip repararam que eu os observava meia escondida atrás de uma árvore.
    Vou para a sala de aula e me sento numa cadeira lá nos fundos da sala, coisa que eu nunca fiz na minha vida, sempre fui a popular e só os estranhos sentavam no fundo, e me sinto uma estranha agora, o que é verdade.
    A Julie entra na sala de aula empolgada e saltitante com os seus cabelos longos e ruivos caídos numa trança de lado, ela já ia para a mesa dos populares quando me viu sentada lá nos fundos e com cara de morta - ok, eu sei que já estou.
    - Nossa amiga, você está horrível, o que aconteceu? - ela pergunta me empurrando para o lado e se sentando ao meu lado.
    - Você sabe como fazer alguém se sentir bem - digo revirando os olhos.
    Sabia que algo aconteceria, estava tudo muito bem. Aquele cheiro bom, a pulsação nos meus ouvidos. Sangue quente correndo pelas veias, e eu não me alimento faz bastante horas. Mas eu preciso permanecer ali e controlar essa sede, se não sempre vou viver fugindo dos lugares.
    - Você não vai para o seu lugar não? - pergunto querendo que ela saia dali do meu lado - Acho que você não vai querer ser vista aqui atrás, no lugar dos não populares.
    Ela se levanta, acerta a saia e diz:
    - Mas você que é dona dos populares está aqui atrás, então eu também posso ficar, e você também  é minha amiga, e sinto que você não está bem, então vou pegar as minha coisas e ficar aqui.
    Não que eu não goste da companhia da Julie, ela é minha melhor amiga, mas nesse momento, sinto que não é bom para ela ficar perto de mim.
    Aproveito que ela foi para o outro lado da sala pegar a sua mochila e falar algo com os outros alunos, e vou correndo em direção a porta antes que alguém me veja. Eu sei que não queria fugir, mas hoje realmente não está dando, a fome está demais, preciso ir para a floresta dos fundos da escola e me alimentar de qualquer animal que aparecer na minha frente.
    Os corredores do colégio estão todos desertos e eu dou graças a Deus por isso, a última coisa que quero é encontrar um humano para me atrapalhar.
    Assim que ponho os pés para fora do colégio, encontro quem eu não queria encontrar, meu namorado Henry, ou talvez possa ser ex-namorado agora. Já estava super irritada com ele desde aquela festa em que ele dava em cima de todo mundo e agora é o cúmulo, ele está vindo todo sorridente segurando a cintura da Carrie, uma garota que é conhecida por pegar todos da escola e é super irritante, não suporto ela. Ela está com o batom vermelho todo borrado e a camisa do Henry toda manchada de batom.
    Assim que ele me vê, seu sorriso se desfaz e ele solta rápido a cintura da Carrie e diz algo para ela ir embora e ela vai.
    - Não é nada disso que você está pensando - ele diz com a cara assustada.
    - O quê? Que você é um babaca idiota e está me traindo?
    Sei que esse não é o momento para ter uma discussão amorosa, mas ser feita de idiota? Eu não tolero isso.
    - Mas eu não estou te traindo, você sabe que você é a única que eu quero ficar - ele diz segurando o meu braço.
    Tiro o meu braço das mãos dele e digo:
    - Logo com a Carrie?! Você sabe que eu não suporto ela e que essa garota vai contar para escola inteira que você ficou com ela e me fez de palhaça. E eu já estou com raiva de você desde a festa. Mas quer saber, não existe só você de garoto no mundo, então vai lá para as suas garotas que eu sigo meu caminho em paz.
    Digo isso e já estou pronta para sair dali e caçar algo, quando ele segura o meu braço e tenta me beijar a força.
    - Mas você sabe que eu te amo - ele diz tentando me beijar.
    - Me solta seu idiota - digo virando o rosto.
    Ele me empurra para uma árvore ali próxima e me prende sem me deixar sair.
    - Você vai ficar comigo nem que seja na marra, ninguém nunca me dispensou, e não vai ser você que vai me dispensar - ele diz com a expressão dura e começa a beijar meu pescoço.
    Eu me sinto com tanta raiva, uma fúria tão grande, que não sei dá onde veio aquela força se eu estava tão fraca. Eu empurrei o Henry tão forte que ele voou e bateu com as costas na parede da escola e depois escorregou no chão. Seu braço estava arranhado e saia sangue.
    Sangue, era tudo que eu precisava, e ali na minha frente estava tão perto e tão fresco, que eu não me controlei, o instinto foi mais rápido do que eu pude imaginar. E lá estava eu, mordendo o pescoço do meu ex-namorado cafajeste. Ele estava caído inconsciente e aquele sangue vindo direto da veia, eu não conseguia parar, sentia que se não parasse poderia matá-lo, não que eu não quisesse, mas eu nunca matei um ser humano, e precisava parar.
    Estava descontrolada e totalmente exposta, até porque estávamos no pátio do colégio. Senti mãos me puxando para trás me fazendo parar, e quando me viro, era aquela vampira que me transformou.

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