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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vampire Bites - Capítulo 3

    Eu não estou me reconhecendo, como pude ajudar aquela mulher que me transformou em vampira? Eu poderia ter deixado ela morrer, até porque era isso que eu tinha na cabeça desdo momento em que ela me transformou nessa bizarrice. Mas eu não sei, algo em mim não consegue deixar os outros sofrerem nem que seja a pessoa que eu mais deteste na vida. Não sei, acho que poderia ter deixado ela lá, sofrendo, mas senti que precisava da ajuda dela para algo desconhecido ainda. Mas o mais estranho é que parecia que as pessoas nem notavam nada, ficavam passando, olhavam aquela mulher ali agonizando e depois mordendo um cervo, e nem pareciam estar se incomodando, como se vissem aquilo todo dia.
    Sei que tem algo estranho com aquela mulher, que ainda quero descobrir, mas só Deus sabe quando vou encontrá-la novamente. Mesmo não gostando nem um pouco dela, espero que seja em breve, pois não conheço ninguém como eu, e nem sei como agir. Depois que ela acabou de sugar todo o sangue do corpo do cervo, não tive tempo de dizer uma pergunta, ela saiu numa velocidade tão rápida que nem vi para onde ela foi, mas sinto que ainda vou vê-la de novo.
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    Estou próxima da minha casa, mas especificadamente, na frente dela, e simplesmente minha pernas travam. Tenho medo de entrar em casa e não conseguir me controlar, tenho medo do que minha mãe e minha irmã vão achar assim que eu puser o pé dentro de casa, aposto que pensam que eu bati com a cabeça e fiquei louca por ter saído da ambulâncfia daquela maneira. Mas eu não tenho escolha, de qualquer forma ia ter que encarar isso e voltar para casa, não ia poder ficar fugindo, pois nem tenho dinheiro, e também acho que não conseguiria ficar longe da minha família e amigos.
    Subo o primeiro degrau, sinto que minhas pernas tremem feito corda bamba parece que a qualquer momento posso cair. Subo os outros três degraus e paro na varanda de frente a porta de entrada. Penso em tocar a campainha, mas prefiro entrar direto, sei que a porta costuma estar encostada.
    Seguro a maçaneta e empurro a porta, que range. Olho pela abertura da porta e no hall de entrada não tem ninguém. Mas eu consigo escutar vozes vindo da cozinha e sei que não estão só a minha mãe e minha irmã em casa, tem mais pessoas aqui.
    Vou pelo corredor lentamente e com medo dos próximos passos. Sinto aquele cheiro inebriante de sangue. Mas sei que posso me segurar, sempre acontece isso em filmes.
    Entro na cozinha e a primeira coisa que acontece é todos os pares de olhos se virando para mim, está minha mãe, minha irmã e mais dois policiais sentados ao redor da mesa. Minha mãe se levanta e vem me abraçar apertadamente, a surpresa nos rostos de todos é inevitável, mas é claro, né, eu sumi do nada para uma floresta.
    - Minha filha! - minha mãe diz ainda me apertando - O que aconteceu, você sumiu. Eu estava aqui com os policiais, íamos iniciar uma busca por você na floresta.
    A Hillary se levanta, para na porta da cozinha e diz:
    - Tipo, eu disse que a Melissa ia aparecer, só sumiu por algumas horas. Agora se fosse eu, aposto que vocês nem iam se abalar. Tenho certeza de que ela não é tão certinha assim.
    Minha irmã diz isso e sai da cozinha. Ela é um pouco ciumenta, acha que minha mãe não liga para ela, mas isso não é verdade, e também não sei porque, mas ela tem uma certa raiva de mim só porque eu comecei a namorar o Henry, mas eu não sabia que ela gostava dele.
    Começo a escutar o sangue correr pelas veias das pessoas presentes ali na cozinha, aquele cheio que só vampiros conseguem sentir entrou pelo meu nariz. Mas eu sei que consigo me controlar. Me afasto da minha mãe.
    - Eu vou ficar bem, não aconteceu nada. - digo isso e vou correndo para o meu quarto.
    Mesmo no andar superior eu consigo escutar minha mãe falando para os policias que não sabe o que está acontecendo comigo e depois se despede deles.
    Vou para o banheiro e entro em baixo do chuveiro para pensar. Tudo aconteceu tão rápido, ontem eu era uma pessoa normal e com problemas típicos de adolescente e agora sou uma vampira com problemas de sangue e ter que me controlar. E sinto uma raiva por aquela festa, se eu não tivesse sido arrastada para lá por causa da insistência do Henry, aposto que nada disso estaria acontecendo. Eu ainda seria uma pessoa normal.
    Saio do banheiro coloco a primeira roupa que vejo pela frente e me jogo na minha cama fofa. Tenho vontade de voltar ao tempo, de nunca ter saído de casa ontem, sinto raiva daquela vampira estúpida e não sei porque ajudei ela. Tenho vontade de jogar tudo longe, mas para não fazer isso e deixar a minha mãe com a certeza de que fiquei louca, aperto tão forte a almofada que ela estoura e voa espuma para tudo quanto é lado do quarto.
    Tenho que voltar a minha vida escolar amanhã e sinto que não vai ser um bom dia. E preciso encontrar essa vampira que me transformou, tenho que saber mais sobre mim e sobre o porque ela estava agonizando no meio da rua.

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